quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Ovelhas sem pastor?



O Brasil está em pleno processo de avivamento neste exato momento, entretanto, para as mentes de lento raciocínio que por ventura estejam lendo este artigo, não me refiro á toda histeria que beiram as possessões demoníacas vistas nas “igrejas” pentecostais; mas me refiro ao único avivamento possível e existente: o do espírito humano. Enquanto milhares de vidas seguem na ignorância, pensado servirem ao Deus criador do universo, por simplesmente executarem tarefas delegadas á elas por homens dentro de casas de barro (os prédios das instituições religiosas), o espírito do Eterno não fica parado, ele se move á todo instante á comover os sensíveis de coração á olharem por de trás das paredes e enxergarem as verdades ocultas e ocultadas. Não são todos, é claro! Que ultrapassam a média e conseguem enxergar o quão o evangelho de Jesus foi difamado, distorcido, mal interpretado e principalmente; falsificado.

O messias não saiu de seu trono de glória, de sua posição de rei do universo para vir ao planeta terra, sofrer absurdamente e depois morrer e ressuscitar para nos dar uma obrigação: Iras todos os domingos á minha “igreja”, darás as minhas “ofertas”, e obedecerás cega e eternamente ao “anjo” que eu institui para ti na minha casa; NÃO!

É preciso antes, salientar que o termo: ovelhas sem pastor, é á priori uma astuta cilada efetuada através da linguagem, para nos condicionar á crer em algo que está subentendido quando se pronuncia. Há uma mensagem subliminar contida nesta frase, e ela é: toda ovelha só pode existir se em paralelo existir um pastor para ela. Através dessa mensagem subliminar empregada, há também o uso da confusão de conceitos, pois não são esclarecidos que espécie de pastor está se referindo, sendo mais comum o uso no sentido do sacerdote da religião; ou, o pastor terreno.

Entretanto, há aqueles que não dispondo da mesma energia e paixão que nós, se dizem não necessitar de serem “pastoreados” (a aparência), porém são colaboradores ativos do sistema escravista promovido pelas instituições religiosas onde atuam como: cantores, apóstolos, bispos, pastores, missionários, pregadores itinerantes, profetas, anjos (a essência)... É preciso que, os que tem a mente de cristo saibam diferenciar o pó da poeira! Estes indivíduos são contraditórios por este mesmo motivo, pois em um momento inicial reconhecem uma verdade do evangelho de Jesus que foi de nos ter libertado das mãos dos sacerdotes (através do sacrifício de Jesus o sacerdote judeu ficou desempregado; eis o motivo de tanta raiva para com Jesus e seus discípulos), fazendo de cada ser humano vivo que deposita sua fé no messias seu próprio sacerdote, porém em um segundo momento se dão á querer reconhecimento das mesmas instituições religiosas interagindo nelas, e por vezes até sendo pagos por elas. Minha conclusão sobre tais pessoas é dupla: ou não entenderam nada do evangelho, por isso demonstram tal indecisão, ou são lobos enganadores conscientes de sua situação, pois se utilizam do status de “livres”, para na verdade angariar glória para si através dos aplausos e aleluias que recebem nos cultos aonde participam.

Sinceramente, na verdade tenho pena de ver, uma enorme quantidade de pessoas apresentando os mesmos sintomas: os cristãos não somente estão doentes, mas foram contaminados de maneira proposital, e esta crise nos valores chama-se em especial pelo de nome de apostasia. A confusão de conceitos e idéias é o primeiro ponto usado por quem engana e quer enganar. Usam as mesmas palavras, porém com sentidos totalmente diferentes dos sentidos originais prescritos nas escrituras: a palavra igreja, é usada para se referir á INSTITUIÇÂO RELIGIOSA, prédio, TEMPLO, porém quando lhes agradam a utilizam com o sentido correto: pessoas, o nosso próprio corpo físico, consciências individuais!!!! Quem está correto no uso? Jesus ou o da igreja? Tendo em vista que a graça não possui referências físicas de orientação espacial para o exercício da fé: (João 4:20-23) – “Nossos pais adoraram neste monte, e vós dizeis que é em Jerusalém o lugar onde se deve adorar. Disse-lhe Jesus: Mulher, crê-me que a hora vem, em que nem neste monte nem em Jerusalém adorareis o Pai. Mas a hora vem, e agora é, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque o Pai procura a tais que assim o adorem”. A mulher samaritana apresentou na conversa com Jesus o mesmo espírito inferior, infantilizado e escravo da religião que ele veio abolir, os termos por ela usados remetem muito bem esta idéia: “NESTE MONTE... E vós dizeis que é em Jerusalém o LUGAR onde adorareis ao pai”. Aparece em seu discurso as categorias de espaço; monte e Jerusalém, dois eram espaços considerados corretos para a adoração, porém ambos rejeitados pelo messias, pois o que ele estava para realizar seria de tal forma grandioso e revolucionário que destruiria toda concepção espacial de adoração: uma verdade sem contestação: a graça verdadeira realizada por Jesus (e não a falsificada pela igreja pós-Constantino) não possui templo, espaço físico de localização, e com isso ela gera inevitavelmente uma liberdade apavorante, um tanto niilista, porque tira do homem a referência física de localização; logo o seu intelecto já não mais classificará as coisas e o mundo do mesmo modo que o homem natural (religioso): é esta a liberdade inquietante que o evangelho genuíno promove.

Madara.

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