sábado, 11 de junho de 2011

A REVOLUÇÃO VERMELHA

Neste mês ocorreu no Rio de janeiro, aquilo que mais desperta ódio num militar brasileiro: uma rebelião. O s bombeiros do Rio de janeiro ultrapassaram a moral hierárquica da qual os quartéis fazem lavagem cerebral nos soldados que tem cabeças vazias (99,9%) e conseguiram realizar o que ainda não havia ocorrido neste Estado fascista por natureza.

Militar detesta a palavra revolução, sub elevação. Não é à toa que Jair Bonsonaro em entrevista ao CQC declarou que detesta Cuba, e que se dependesse dele o regime que há em cuba jamais existiria, por que será? Ora, o regime de cuba, ainda que falemos de uma governo de partido único (como era na ditadura de 64 aqui no Brasil) é um regime que nasceu da rebelião, aonde Fidel e seus homens tiraram o então ditador Fugêncio Batista e assim declaram em Cuba um outro regime do que antes havia.

A população do Rio entendeu pela primeira vez o que é revolução. Entendeu que insubordinação é alvo totalmente válido, visto que a autoridade só existe em decorrência dos que são comandados. Se a autoridade se comporta de maneira agressiva negativa frente aos comandados, este possuem total soberania para voltar-se contra ela, destituí-la de seu cargo de poder e instituir outra. Porém ainda se vê uma insubordinação como algo reprovável por causa do instinto religioso católico, aonde é ensinado que a autoridade espiritual (o padre, o pastor) é Deus na terra, e portanto nunca devemos ser contra eles.

Por que os idólatras da hierarquia condenam sempre ações de rebeldia das massas, mas neste ano apoiaram a rebeldia dos insurgentes na Líbia? Torcendo com todas as forças que tirassem o Muammar do poder? Não é contraditório?

Precisamos entender que leis, estatutos e códigos não devem idolatrados como deuses, nós os humanos que criamos as leis, e depois olhamos para elas como entidades superiores à nós, como deuses que devemos obedecer à todo custo.

As leis tem de estar à serviço do ser humano, e não o contrário.

Por amor e idolatria à leis, se agride o ser humano, tortura-se o ser humano, mata-se o ser humano. Leis são feitas para serem transgredidas todas as vezes que elas deixarem de servir ao ser humano e à sua realidade concreta. Leis não são entidades metafísicas, mas produto das mãos dos homens. Vimos à torto e à direita ser dito na televisão: eles cometeram um crime inadmissível; quebra da hierarquia. Se o bem estar do ser humano vier em primeiro lugar, que se dane o conceito de quebra de hierarquia; quebra-se a hierarquia e por se tem o ser humano como alvo supremo e com finalidade da existência das leis, e neste caso os seres humanos estavam reivindicando melhores salários, e por isso foram presos arbitrariamente, agredidos com tiros de fuzil pelo BOPE, e sem armas para reagir, tomaram porrada e Spray de pimenta no rosto.

Para mim, como sempre disse, bombeiro não é militar, ainda que por um equívoco de interpretação lhes são permitidos ter porte de arma e possuir o título de militar, pois os bombeiros são apenas uma repartição da polícia militar do Rio de janeiro. Entretanto, não é deste modelo institucional que eu falo, quando digo que bombeiros não são militares, mas de sua função prática; bombeiros exercem a função inversa dos militares, bombeiros salvam vidas.

Madara/Ferdnand

Apoio total à rebelião vermelha de junho de 2011.


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