sexta-feira, 29 de julho de 2011

Todos os governos são os mesmos...

“Governos promovem intencionalmente situações de pânico para que o povo fique sob o seu domínio”. (Oscar Quiroga)

Essa guerra contra o tráfico de drogas (principalmente no Rio de janeiro) é uma completa fraude. Mas é com isso que eles podem fazer o que quiserem, assustando as pessoas com medo dos tiroteios. Criando, cuidando e controlando animaizinhos cercados nos muros das favelas para tê-los como a ameaça ideal. Mas é claro também que um fenômeno social como este não é totalmente controlável, traficantes de uma forma geral nem mesmo imaginam que apenas marionetes e manipulados por senhores engravatados que nunca pisaram numa favela e acabam fazendo guerras inúteis e roubos seguidos, pois o Estado concede às empresas terceirizadas (facções criminosas) a liberdade de ação nos territórios, por isso os traficantes que vendem as drogas brincam de invadir outras favelas para tomar o controle de venda de drogas daquele local. Tudo isso dá mais dinâmica ao teatro do bem e do mal, as pessoas que não moram em favelas olham o que passa na televisão e são capturadas pela ilusão e acabam acreditando que o Estado é o bem e os traficantes são os maus.

O povo não acredita porque é ingênuo demais, não sabem nada de política, da arte de governar, de controlar seres humanos, de utilização da linguagem para manutenção do poder, das mensagens subliminares que eles usam... O povo ainda acredita que o governante é uma pessoa boazinha, que se importa com ele, que se importa com o que ele pensa, é o velho messianismo político; acreditamos ainda na figura de super heróis que são os membros do Estado, em especial da polícia, que ocupam na mente vazia do povão o, status de “salvadores”, de redentores: é um instinto religioso que está nas raízes do povo brasileiro. Mas nós cremos que a verdade ainda virá à tona: a guerra contra tráfico de drogas é uma absoluta fraude!

O que possibilita esse controle tão bem sucedido na mente humana é um contínuo e bem planejado processo educativo voltado para submissão. Doutrinar as crianças, os jovens (99% já são completamente alienados) e os adultos de que o Estado é a sua primeira família, de que o Estado é um instituição divina, de que o dever com o Estado vem primeiro do que qualquer coisa... O dever com as obrigações do Estado deve vir primeiro até mesmo que o evangelho! O que o presidente diz vem primeiro e o que Jesus te diz vem depois. Na cabeça do homem natural, Jesus está submisso ao presidente, e na verdade, Jesus existe para colaborar com o presidente, para ser um servo do Estado, para estar à serviço da manutenção da “paz e da ordem”; no cristianismo Jesus deixa de ser o logos criador do universo e absoluto ideologicamente e passa à ser um mero empregado do Estado terreno.

ELES SE COMPLETAM!!

No Rio de janeiro, as relações do Estado com determinados grupos são tão íntimas que em anos passados, uma facção “alugou” o carro blindado da polícia para invadir uma outra favela. Segundo relatos dos moradores, o “caveirão” foi na frente abrindo caminho e logo atrás o grupo de traficantes vieram para tomar o território. Essa denúncia foi parar até no programa do ratinho, pois moradores revoltados denunciaram à imprensa o que eles viram com os próprios olhos.

O filme tropa de elite 2 demonstrou muito bem essa relação de domínio que o Estado tem sobre os grupos varejistas de venda de drogas. Todo final de semana uma viatura vem na entrada da favela pegar o “arrego”, mas para quem já morou numa favela os cinemas não mostraram nada mais, nada que já não tenhamos visto à olho nu. Que os traficantes que são vistos passeando nas ruas de uma favela são na verdade empregados da instituição militar Estatal, e que possuem uma certa liberdade de ir e vir, para que seja assim mantido a ilusão de que são grupos que não possuem relações com o Estado. Nessa tal liberdade de ir e vir dos traficantes é que eles montam suas hierarquias, planejam invasões de favelas inimigas, ou melhor, contraem inimigos, fazem intercâmbios e transações entre os grupos com interesses iguais, etc. Porém eles mesmos sabem disso, que quem manda é o Estado, que na hora que o Estado quiser “invadir” e tomar tudo ele toma e ninguém vai poder fazer nada. Na hora em que o Estado quiser trocar a boca de fumo de chefe ele realizará uma “operação de combate ao tráfico de drogas” naquela favela, tirará de cena do o atual chefão (afugentando ou matando) mandará o aviso que “daqui para frente é bom que o dinheiro não” atrase, se não...

Enquanto isso, João que vê tudo acontecer da janela de sua casa, assiste na televisão os homens de preto sendo elogiados pela apresentadora no momento em que o capitão da operação diz: os moradores dessa comunidade agora podem respirar aliviados, pois nós libertamos esta comunidade do domínio do tráfico de drogas. João vê as cenas na TV, na mesma hora que sua mãe de 60 anos sentada ao seu lado no sofá olha pro céu e agradece à Deus porque agora ela vai “viver em paz”; João não sabe como explicar para sua mãe que ela está sendo manipulada emocionalmente para apoiar a estrutura criminosa do Estado. O próprio João ainda não compreende tudo completamente, mas sabe, como por instinto que tudo o que ele vê na televisão é mentira, armação... Teatro. Ele sabe porque ao mesmo tempo em que assiste a TV ele olha pela janela e vê outra coisa, e lembra ainda do que viu nas noites passadas em toda a sua vida de morador de favela. Ele sabe que tudo aquilo não passa de teatro criado para esconder a verdadeira realidade das coisas e do mundo.

João é um morador comum das favelas cariocas, que conhece pela experiência como atua o teatro do bem e do mal. Ele sabe por que ele viu a vida toda ao vivo e sem cortes o que é a vida na Matrix. Você é um João?

Madara.

Moisés era o cara!


sexta-feira, 22 de julho de 2011

"Guerra é Paz; Liberdade é Escravidão; Ignorância é Força”

Os regimes autoritários têm grande preocupação com a linguagem. Não basta apenas calar a divergência: também é preciso submeter a língua à uma torção que inverta o sentido das palavras. George Orwell, no livro “1984, foi ao ponto. Vocês se lembram qual era o lema do “Partido”?

Em “Oceania”, a Polícia do Pensamento se encarregava de manter a ordem. Dicionário, por lá, nem pensar: o vocabulário foi escoimado das palavras que pudessem servir à expressão de um pensamento de oposição.

Em “1984, o Ministério do Amor reprimia o desejo, além de torturar os rebeldes; o Ministério da Verdade se encarregava de censurar as más notícias e de criar mentiras a serviço do Partido; o Ministério da Fartura administrava a fome, e o Ministério da Paz conduzia os assuntos da guerra.

Os indivíduos tinham direito a seus “dois minutos de ódio” contra os inimigos em eventos patrocinados pelo Grande Irmão.

O livro é o retrato do horror. Para muitos, no entanto, trata-se de uma promessa de futuro.

Fonte: Veja
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COMENTÁRIO (A última hora)

O sistema religioso liderado pelo sacerdote é um regime autoritário por natureza e também investe pesado no uso estratégico da linguagem. O termo, está na bíblia, é usado como escudo contra tudo o que eles queiram implantar na mente do povo. É pela linguagem que eles confundem o povo, utilizando os nomes: escrituras sagradas, bíblia e palavra de Deus como sendo a mesma coisa. A não-diferenciação e o não-esclarecimento são a base linguística do sistema religioso.

A linguagem também é a principal arma dos políticos, entre eles os militares. Neste mês está sendo disputado os jogos mundiais e militares no Rio de janeiro, e como de costume a propaganda bombardeia na mente do povão alienado a torção de conceitos, que em si são contraditórios, tão somente para validar a legitimidade e conquistar o coração dos descerebrados: jogos mundiais militares, os jogos da paz... Com o uso repetitivo desses slogans a mente do ser humano vai de acostumando e logo se começará à reproduzir inconscientemente o que recebeu como mensagem subliminar. Quem estuda teoria política sabe: seres humanos são como gado, e assim são tratados pelos que governam; é a chamada arte de pastorear seres humanos.

Ferdnand.