segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Manual de um “rebelde”

Posturas de Jesus que vão de encontro às ideologias conservadoras de “família” e “defesa da sociedade”
 
Um desses defensores de valores tradicionais, da “família” e dos “bons costumes” se encontra com o Jesus descrito nos evangelhos e travam um debate. Preste muita atenção no que diz o militante político e na resposta dada por Jesus às suas afirmações. Perceba que o que o militante argumenta é o que vemos todos os dias sendo falado na televisão por pastores, e por conseguinte as respostas de Jesus são aquilo que encontramos em formato conceitual nos evangelhos, e que confrontam conceitual e perfeitamente aos argumentos do militante político. Eis o seu conteúdo: 

Militante político “cristão”: “família é a base da sociedade; cuide de sua família meu irmão, nunca brigue em casa com sua mulher…”
Jesus: “Aquele que não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26)

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Militante político “cristão”: “Nossa sociedade precisa de paz e união, devemos nos empenhar nisso. E a paz e a união começa dentro do lar”
Jesus: “Não vim trazer paz ao mundo, mas “espada”, ou seja; eu vim criar dissensão entre pai e filho, entre mãe e filha e a nora contra sua sogra. De modo que o pior inimigo do homem serão seus próprios familiares” (Mateus 10; 34)

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Militante político “cristão”: “Lembre do que a bíblia ensina: Honra teu pai e tua mãe para que se prolongue teus dias na Terra…”
Jesus: “E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe” (Mateus 12; 46-50)

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Militante político “cristão”: “rapaz, você é um delinquente! Anda por aí ensinando essas asneiras para as pessoas? Você é um inimigo da sociedade e da nação! Vou te denunciar às autoridades para que te prendam… Você merece é cadeia!”
Jesus: … (silêncio)
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E você? Com quem preferi ficar?

Muitos dos que leram esse diálogo concordam inteiramente com o militante político, e se Jesus estivesse hoje, vivo diante deles discutindo esses temas, eles novamente o mandariam prendê-lo na indubitável crença de que “estão fazendo a vontade de Deus” e o melhor para a sociedade. Pois o seu compromisso real é com a sociedade com o Estado.

Indeciso em qual decisão tomar? Jesus tem um recado pra ti:


E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas quem me negar diante dos homens será negado por mim diante dos anjos de Deus

(Lucas 12:8)


FONTE: www.liberta-te.org

Como se fundamenta a Jihad cristã: fundamentos da moderna guerra santa

Família, casamento, monogamia… São todos estes os pressupostos da ideologia conservadora, que em nada tem à ver com Cristo; nem com sua doutrina, menos ainda com sua vida. Fazer traduzir o segundo pelo primeiro é no mínimo uma atitude má intencionada. Apenas pela formação da religião cristão (lembrando que Cristo nunca fundou religião alguma!), séculos depois de sua morte, é que seus seguidores inventam esta escala de valores culturais e à denominam como “valores cristãos”. Uma genealogia sobre a verdadeira origem destes valores ditos cristãos é ainda desconhecida do grande público cristão que por isso se ilude em defender com unhas e dentes algo em nome de Cristo, mas que em verdade, nada tem á ver com ele.

Mais séculos depois ainda, mais precisamente no Século XX, esta mesma escala de valores tornar-se-á mais política, envolvida em militância política, em partido político, em toda espécie de imundície que sobrevive sob a forma de acordos e conspirações próprias da atividade político/partidária. O que há de mais imundo que o anti-cristo disfarçado de Cristo? Que há de mais perverso que o inverso de tudo quanto Cristo viveu e ensinou transformado à ferro e fogo em sua imagem e representação? É à isto que nos referimos quando assistimos religiosos vestidos com seus ternos e gravatas, alegadamente representantes de Jesus de Nazaré, organizando-se em grupos mafiosos à conspirarem na tomada do poder para impor, pela lei, à todos os homens os tais “valores cristãos”. Falam de liberdade, de liberdade de expressão, porém só para eles, para os opositores cadeia e silêncio. Falam de perseguição religiosa, mas inflamam e agridem o próximo para provocarem reações igualmente violentas para depois gritarem aos quatro ventos que estão sendo perseguidos e injustiçados. Querem à todo custo a tomada do poder, estão cegos e envenenados por poder, por ter todos os corpos humanos obedecendo às suas ordens; guiando-se na sua escala de valores, dançando conforme a sua música… Á isto, chamam eles de instaurar o reino de Deus na Terra.

Esses demônios se apresentam à nós como anjos de luz, se disfarçam com símbolos bonitos e humanitários, com coisas que soam muito bem aos ouvidos alienados das massas que acabam comprando suas ideologias sem nem mesmo pensar em questioná-las. Levam junto em um único pacote os seus ódios, seus rancores, o seu mal humor, a sua horrenda necessidade de guerra… Sua militância.

Qual o objetivo deles? Para onde eles estão levando os cristãos?

Eu te respondo…
O resultado primordial é tornarmos prisioneiros da política, tornarmos prisioneiros do Estado; tornar dependentes dessa esfera de poder tudo quanto quisermos fazer e até pensar. Cristianismo nacional, evangelho de Estado; lembremos do século III, Constantino e Teodósio no império romano, o império acolhe a imagem de Cristo (nunca sua doutrina e filosofia), e “faz união entre Céu e Terra”, com imperadores cristãos, a igreja dá à Cesar o que é de Deus, e concede divinização ao que é de Cesar…

Esse tipo de cristão, quando pensa e age, age e pensa sempre condicionado à uma estrutura política. Quando fala, sempre se utiliza de categorias de pensamento eminentemente políticas… Ele crê que a existência humana é uma concessão do Estado, que para existirmos dependemos antes de tudo do aval Estatal, da bênção paterna dada pelo governante. É uma condição de absolutismo material; o Estado como instituição divinizada no coração do Homem. Esse cristão tem em nas raízes de sua alma o materialismo existencial, é um autêntico ateu; para ele apenas o chão da Terra é o limite da vida: “Deus está morto”. O homem torna-se divino, mas qualquer homem? Não! Apenas o príncipe; ele é governante por vontade divina, é autoridade constituída por Deus… A categoria de governante torna-o Deus na Terra.

Hoje, quase a totalidade dos cristãos já foram engolidos/contaminados por esta envergadura maligna que se alastra semelhante à uma arma química em campo de guerra. Sabemos que estes não passam de idiotas úteis, o apoio massivo para dar a ilusão de democracia, mas logo são descartados quando não mais forem necessários. Dar a ilusão de democracia é algo necessário em nosso tempo, tendo em vista que o termo “democracia” tornou-se um paradigma político, um dogma cultural do bem absoluto dos séculos XX e XXI em decorrência das sangrentas experiências políticas das duas guerras mundiais.

Mas sabemos que estes que estão á dar o seu apoio serão, futuramente, defensores e pilares de um regime extremamente opressor e repressor, e tudo porque hoje doaram os seus corações à isto, deram suas almas à defesa de uma total existência política. Venderam sua saúde mental e espiritual à uma ilusão, à um projeto que visa estabelecer o reino de Deus na Terra; acabar com a violência, fazer do mundo um mundo seguro e justo… Mentiras.

No devido tempo falarão ao seu líder supremo: “estamos com você! Você é inspirado por Deus, você é instituído por Deus!” Todas as baboseiras de idolatria à figura do líder que sempre ouvimos… A história se repete.

Eles sustentarão esse grande líder no poder. Eles o cultuarão como um enviado de Deus, como um salvador; e se qualquer pessoa questioná-lo será violentamente repreendida: “seu louco, não faça isso, leia Romanos 13; ele é uma autoridade instituída por Deus: quer ser amaldiçoado?


Família….

Família… Família não se defende, não se transforma em ideologia política para uma suposta defesa; família se vive. Família não se transforma em tese, em teoria, família é uma prática, uma consequência da ação, um produto da natureza. Apenas os idiotas e jumentos fazem protestos públicos, e com tamanha arrogância de um coração endemoniado marcham com frases de efeito em defesa da família tradicional.

Os fundamentos da moderna guerra santa são, antes de mais nada; morais. O que está no centro de tudo é a moral, nunca o amor! Ao ler: moral, subentenda: lei, imposição externa, obrigação, etc. Valores morais tais como família (ou família tradicional), heterossexualismo, e o valor extremado da hierarquia humana, igualando-a á hierarquia divina. A hierarquia humana (política) é vista como espelho da hierarquia divina. Desse modo, o valor moral da submissão á todo custo e da subserviência é extremamente elogiado.

Nosso mestre Jesus nunca defendeu família, ao contrário, ensinou que não somos dignos de o seguirmos se amarmos mais os nossos familiares que ele, ou seja; ele estava dato e de verdade relativizando a importância do seio familiar. Ainda salientou que não veio trazer conciliação familiar, mas divisão dentro do lar, brigas entre o pai e seu filho, entre a filha e sua mãe por sua culpa, e que os maiores inimigos do Homem seriam então seus próprios familiares. Algo completamente escandaloso para o que se ensina os líderes religiosos de hoje. Mas a percepção de que Jesus nunca foi um apologista da família, serve-nos apenas como exemplo de que esta ideologia política/conservadora é ago de origem externa, criada séculos depois e com interesses ocultos; plantada nos corações dos discípulos de Jesus com o intuito de tirar-lhes o foco do reino de Deus. Torná-los militantes políticos, incentivá-los à se candidatarem à cargos políticos, e à sentirem o gosto do poder; o sabor irresistível do poder que Jesus rejeitou na tentação no deserto quando Satanás lhe ofertou os reinos da Terra. A igreja por outro lado nem espera Satanás oferecer, ela mesma se lança com avidez à tomar o poder.

Aqueles que pensam como eu, certamente neste futuro não serão bem vistos… Serão mortos! Mas te digo com todo coração que neste jogo, eu não quero estar entre os vencedores.

Aquele que quiser salvar a sua vida, deve perdê-la…”

Jesus de Nazaré.


Cristão primitivo: uma espécie em extinção

Você é Cristão? E ainda é patriota?  Saiba de que ldado você está…

O cristão primitivo está à beira da extinção: o modelo romano prevalece

(Luiz F. Galeno)

O entrave existente nos primeiros séculos da era cristã entre grupos cristãos fora resolvido com uma medida política e com o exercício da autoridade política superior: Constantino. Nesta época, haviam conflitos de todas as ordens entre grupos que se formaram em torno da memória e da figura de Jesus de Nazaré. Porém estes grupo nunca formavam uma unanimidade nem mesmo possuíam entre si um núcleo hierárquico formado; a fragmentação extrema era nítida e ao mesmo tempo um empecilho para a estabilidade do império romano:

Esperavam os romanos a vinda de alguém que conseguisse pôr fim neste pesadelo, a vinda a de um “Messias” da política que conseguisse vencer esta força que estava à corroer todo maravilhoso império conquistador do mundo. Ora, como ficaria a reputação de Roma se depois de tantas batalhas vitoriosas, de tantas conquistas, de tantos territórios anexados o império viesse à falência por causa de um grupo de fanáticos que estavam, mediante suas crenças de não-resistência ao mal, esvaziando o poder do império e pondo em risco gerações de legionários guerreiros e patriotas? Com esta mesma perspectiva, reconheceu Constantino a necessidade que havia de cumprir com sua missão, com seu dogma profissional de manter o governo de pé.”
(A autópsia da igreja, pag. 62)

Quem é o cristão romano? É o cristão que se guia de acordo com os valores desta vida e do reino deste mundo

Este cristão que está aí hoje, fazendo marchas, protestando por liberdade, defendendo o slogan conservador Deus, Pátria e Família há de ser claramente identificado por nós; ele é o cristão Romano, criado artificialmente na história como uma espécie de golpe, em que os primeiros foram primeiramente marginalizados e depois perseguidos oficialmente como hereges. Aos primeiros cristãos, existentes antes da criação do cristão romano; é dado o nome hoje de gnósticos, ainda de forma bem preconceituosa estes sejam tratados.

É apenas com os cristãos romanos que se inventará a noção de cristianismo nacional, sendo portanto por eles dada à mente de alguém que se diz seguidor de Jesus o dever existencial com o Estado em encarar o governante (César) como semi-deus, ou seja; instituído por Deus, ou como figura humana divinizada que exerce o seu poder político por concessão ou autoridade divina.

O nacional cristianismo é aquilo que nasce de um híbrido monstruoso: a figura de Jesus de Nazaré misturada à uma cultura pagã e associada à verdade; o que chamamos hoje de propaganda enganosa, vende-se um produto X com o nome do produto Y, quando o cliente abre a caixa fica todo alegre por ter comprado Y, nem percebe que na verdade aquele produto não é Y, e sim X; levou gato por lebre… Gerações inteiras creram na mensagem deste monstruoso híbrido romano, acolheram em seus espíritos a idéia de um nacional cristianismo como sendo algo procedente de Jesus, creram em suas sinceridades que esta era a vontade de Deus, que o nacional cristianismo que lhe foi transmitido é a expressão verdadeira da mensagem de Cristo…


Jesus sabendo que estavam para vir com a intenção de o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte

 (João 6; 15)


Se Jesus negava de todas as formas o governo político sobre os homens porque seus discípulos agem no contrário? Abraçando ferozmente os poderes da Terra querendo o controle das leis? Fazendo isto estão afirmando o evangelho ou negando-o?

À propósito, vale ressaltar que é à partir da criação do cristão romano que o tripé religioso é absorvido no interior daqueles que se dizem seguidores de Jesus. O templo, o culto e o sacerdote retorna com força total! Posto que estes três elementos são a base de toda a cultura pagã romana de culto aos deus solar Invictus. E justamente um fervoroso devoto do deus solar foi o agente transformador que construiu o primeiro templo “cristão” e promulgou o culto à Jesus: Constantino.

O cristão natural, que frequenta os cultos dominicalmente falando nem sabe que existem estes dois biotipos gerais de cristãos. E ele mesmo se encaixa em um destes sem nem ter consciência, e adivinhem em qual deles ele se encaixa!? Claro! No tipo romano.  A sua adesão ao templo, ao culto e ao sacerdote, a sua simpatia com os processos políticos demonstram de qual tipo ele é, ainda que ele mesmo não tenha consciência disto.

(Os cristãos) residem em seus próprios países, mas só como transeuntes; compartilham o que lhes corresponde em todas as coisas como cidadãos, e suportam todas as opressões como os forasteiros. Todo país estrangeiro lhes é pátria, e toda pátria lhes é estranha… Se acham na carne, e, com tudo, não vivem segundo a carne. Sua existência está na terra, mas sua cidadania está no céu. Obedecem as leis estabelecidas, e ultrapassam as leis com suas próprias vidas.

Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)

Como o cristão se tornou um “abominável inimigo da humanidade”?

O seguinte texto foi escrito por um crítico do cristianismo (primitivo):
Quem põe em sua mente semelhante desígnio mostra por isso mesmo que é cego. (Vocês, cristãos) apóiem ao Imperador com todas suas forças! compartilhem com ele a defesa do Direito; combatam por ele, se o exigem as circunstâncias; ajudem-no no controle de seus exércitos. Por isso, cessem de fugir dos deveres civis e de recusar o serviço militar; tomem sua parte nas funções públicas, se for preciso, para a salvação das leis e da causa da religião“.
Celso (178 d.C.)

“Vamos à um silogismo Aristotélico clássico:
1 – O instinto militar é a base para a sobrevivência do governo civil.
2 – O evangelho representa a anulação do instinto militar.
3 – Logo…

Que existência material suportaria á este silogismo aplicado com seriedade á prática? Logo, o que se pode fazer para se amenizar o poder revolucionário e explosivo da divulgação do evangelho foi de fato o que foi feito por Constantino; minar esta energia de destruição; retirar dele o niilismo! A igreja primitiva é reconhecidamente como os genuínos niilistas da história, mais corajosos que os russos, pois estes jamais dariam suas vidas pela simples razão operante de uma continuidade existencial sob a forma metafísica. Entretanto, vale ressaltar o motivo e o sentido principal deste niilismo; o tinha eles para que expressassem a repulsa romana e acarretassem em perseguições e matanças; porque para um soldado romano era símbolo de honraria fazer de um cristão uma tocha viva no coliseu?

a) Roma, cultura revestida de espírito guerreiro; o militarismo era mais que uma característica étnica, era uma paixão nacional, algo que se confundia com sua própria natureza. Porém ainda mais que o militarismo, o culto à violência é o que mais se encaixa, tendo-a como objeto sagrado da tradição, vista com a ótica religiosa, empregada tanto para a conquista quanto para a diversão. Negá-la representa ir contra o espírito romano, ser absolutamente desprezível, visto como um verme, como uma doença em meio à saúde, algo que se espalha cada vez mais, pois mais e mais pessoas se convertiam à este credo que extermina o uso da violência e nega o serviço militar, acabando assim com o espírito romano, com o “ser” romano. Com isso, de acordo com a lógica clássica, se empregaria um justo uso da força exterminando-se o quanto possível estes que visível e empiricamente foram uma ameaça à estabilidade de todo o império, porém “assustadoramente” a repressão pela força nada surtiu, pois quanto mais se prendia, se açoitasse e matasse, mais seguidores desse credo apareciam dia após dia. Esperavam os romanos a vinda de alguém que conseguisse pôr fim neste pesadelo, a vinda a de um “messias” da política que conseguisse vencer esta força que estava à corroer todo maravilhoso império conquistador do mundo. Ora, como ficaria a reputação de Roma se depois de tantas batalhas vitoriosas, de tantas conquistas, de tantos territórios anexados o império viesse à falência por causa de um grupo de fanáticos que estavam, mediante suas crenças de não-resistência ao mal, esvaziando o poder do império e pondo em risco gerações de legionários guerreiros e patriotas? Com esta mesma perspectiva, reconheceu Constantino a necessidade que havia de cumprir com sua missão, com seu dogma profissional de manter o governo de pé. E não somente pela questão explícita de negação do uso da violência, é claro, mas por muitas outras, pois esta em seu período já estava quase totalmente sufocada” – (A autópsia da igreja, pag. 61 e 62).

O que venceu o evangelho subversivo da igreja primitiva

O que venceu a igreja primitiva que ainda carregava o niilismo de Cristo não foi somente Constantino, foi Roma! Porém mais do que Roma, foi o mundo! O que conseguiu vencer o evangelho subversivo era maior do que Constantino, maior do que Teodósio, maior do que a imbecilidade de Cipriano e Atanásio, pois era e é maior do que Roma, é a própria existência secular: a escala de valores naturais… O Homem natural.

Defender Deus, Pátria e Família é o mesmo que atestar sua identificação de cristão romano. Estas coisas sempre existiram e nunca foram necessárias que fossem defendidas em forma de ideologia. Os cristãos romanos transformam a família em uma ideologia política e à tentam impor com todas as forças aos que não se dobram à eles.

É necessário que o cristão primitivo se levante novamente, ele; o cristão trágico. Que ele retorne das cinzas para novamente morrer, pois este é o seu sentido original. Sua missão não é vencer neste mundo, e sim tornar-se vivo para perecer e mostrar aos homens algo em sua morte, algo superior; aquilo pelo a humanidade insiste em não querer saber e viver: o amor.

FONTE: www.liberta-te.org

Boicote à cultura policial III – psicopatas por Cristo

Os mesmos que são contra o aborto (por supostamente se tratar de um assassinato) são a favor de pena de morte

O que eu temia há anos atrás se concretizou… Em fim, um desequilibrado mental ousou se apossar do mais perigoso texto do novo testamento e dele fazer um sinistro uso. Pastor Lucinho, parece que de tanto cheirar a bíblia despertou o demônio interior que há dentro de si… Seu cérebro acabou por produzir a falta de discernimento espiritual e o fundamentalismo religioso típicos de um destes psicopatas da religião de mercado atual. A apologia à violência comum nas letras de funk não são páreas para o que fez este endemoniado do vídeo em questão ao contaminar milhares de mentes com seu “ódio cristão”.

Romanos 13 é um daqueles textos que lemos na bíblia e não acreditamos que alguém inspirado pelo evangelho de Cristo tenha aquilo escrito. E isto devido sua enorme contradição com o ensino e vida do salvador que em nada demonstrou apoio às idéias ali impostas como sendo verdades inquestionáveis.
Esta contradição é percebida por alguns quando lêem… Porém ficam confusos, sentem instintivamente que há algo de errado, mas não sabem explicar o quê. Sem conhecimento e estudos suficientes, não conseguem formular um hipótese contrária e acabam abaixando a cabeça para o que os seus líderes estupradores de mentes ensinam.

É chegada a hora de nós, discípulos de Jesus enfrentarmos de uma vez por todas estas contradições existentes inclusive no novo testamento. Tudo o que aqui falo, não é de conhecimento novo para seminaristas, professores de seminários teológicos, estudiosos e pesquisadores afins. Estes são completamente cientes das inúmeras contradições existentes na tradição apostólica com relação à vida e doutrina de Cristo. Este tema, todavia, é sempre abafado e ocultado, pra que não alcance o grande público e assim continuem iludidos e manipulados por idéias como à desse tal pastor Lucinho.
Há alguns pontos que quero aqui, brevemente comentar:



Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas

(2 Coríntios 10:3-4)
No trecho acima, Paulo está de acordo com o que Jesus ensinou, aqui ele é apenas um excelente repetidor de Cristo. O termo “carne” corresponde ao mundo material, à matéria, de modo que existimos materialmente, porém não lutamos, ou não deveríamos lutar materialmente, ou seja; fisicamente. Porque as armas da nossa “milícia” não são materiais (fuzil, pistola…) mas sim espirituais (oração, testemunho vivo para o mundo…) e poderosas em Deus. Paulo usa o termo “milícia” não em seu sentido literal, como se constituíssemos um exército das forças armadas, mas no sentido figurativo, pois somos de fato um exército espiritual, de seres humanos que não lutam com as mesmas armas que a polícia ou que o exército ou a marinha, mas mesmo assim vencemos; não pela forças dos canhões, mas em nome do nosso Deus. Alguma dúvida? Para os mal intencionados, esses textos em que Paulo usa como exemplos as palavras “exército”, “guerra” e “armas” sempre serão objeto de idolatria à fim de que acabe transferindo para o mundo real aquilo que somente se encontra em metáfora no texto.

Eu fico me perguntando: como as minhas armas não são materiais (sendo eu um policial e cristão) e eu ando com armas materiais na cintura e às uso quando quero para o “bem da sociedade”? O texto de romanos 13 se contradiz com este escrito pelo mesmo Paulo.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”

(Mateus 5:38-39)
Este ensinamento de Jesus não é restrito apenas aos discípulos civis! Isto é universal, é uma regra de conduta universal; não há nenhuma exceção dada no texto à indivíduos que são empregados do Estado. Eis então mais um conflito inevitável que o evangelho nos impõe; temos a capacidade de encarar este conflito?
O espírito do homem natural, responde de forma equitativa às agressões (Olho por olho e dente por dente). Se eu sou agredido, tenho o direito de te agredir também. Se me deres um soco, te devolvo o soco… Este é a lei natural da raça humana. O que Jesus estaria fazendo ao se contrapor à essa cultura da violência natural? Jesus, melhor do que ninguém sabia que o ódio e a violência é um mal em si mesmo, eles geram um círculo vicioso e eterno, deste modo Jesus ensinou um modo de quebrar este círculo: não responder com a mesma energia com você foi agredido; se você recebeu numa quantidade de energia negativa, não devolva com mais energia negativa, mas cancele esta energia negativa devolvendo em forma de energia positiva! Ame os seus inimigos, ou seja; ame aqueles que estão te causando mal: dê energia positiva para aqueles que estão te dando energia negativa.

Contudo, isto é impossível de acontecer em um coração em trevas, que faz de tudo para “se defender” e “defender a sociedade”, como bem explicitou o Lucinho em seu vídeo.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”

(Mateus 26:52)
Aqui Jesus repreende firmemente Pedro por ele ter agredido o soldado romano e cortado sua orelha com a espada que carregava. Jesus ressalta para Pedro a lei natural do mundo: aquele que mata também morre! Ou seja; nada mais que uma versão do código arcaico: olho por olho e dente por dente. Tendo em vista que Jesus já havia ensinado à Pedro à não resistir ao mal (o que lemos em Mateus 5; 38-39), ele então adverte Pedro no sentido de que não entre nesse “jogo”, que não se enquadre ao modelo do homem natural, pois já havia ensinado algo superior antes.

 “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”

(Mateus 15:19)
O homicídio nasce no coração do homem antes de se concretizar no ato. Por este motivo que Jesus nunca falaria contra a espada que Pedro freqüentemente carregava, pois por que se preocupar com um objeto físico se a origem do homicídio não é o objeto, mas o sentimento que está no coração? Entretanto quando Pedro resolvi usá-la, ai sim ele intervém, e não só rechaça a atitude de Pedro como desfaz o estrago que ele fez, cura o soldado romano, cura o seu próprio carrasco, aquele que tinha a obrigação de lhe prender; reforçando uma vez mais aquilo que ele havia ensinado no passado: “Amai os vossos inimigos…”.

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”

(João 18:36)
Esse texto é verdadeiramente fenomenal! Jesus explica à Pilatos que de fato ele é rei, porém o seu reinado não é deste mundo! O pronome condicional “SE”, estabelece na frase a relação de possibilidade caso o reino de Jesus fosse desse mundo. Ora, se o reino de Cristo fosse deste mundo, ele seria o seu presidente, e os seus servos seriam seus soldados, ele teria forças armadas constituídas, ele teria um território e uma bandeira… Porém o reino dele não é deste mundo, logo… A possibilidade material de ser um “militar/cristão” é absolutamente execrada por ele. Não há nada mais horrível que esta maligna contradição; os dois termos que se auto excluem: ou se é cristão (um seguidor de Jesus Cristo), ou se é militar.

 “Cuidado para que ninguém vos faça prisioneiros por meio de idéias e vãs sutilezas, de acordo com a tradição dos homens, de acordo com as coisas elementares do mundo e não de acordo com Cristo”

(Colossenses 2;8)


A ideologia básica de existência do Estado é o uso da violência, todos os estudantes de política sabem disso. Porém devemos separar muito bem aqui o que é o Estado e o que é o evangelho de Jesus. Na mente doentia de indivíduos como o pastor Lucinho, as duas coisas são mesmas, não há separação nenhuma pois evangelho de Jesus é algo para este mundo e deve ser ajustado às estruturas de poder deste mundo.

As idéias que tentam justificar o militarismo, o uso da violência e o homicídio são idéias do mundo, que não possuem fundamentação em Cristo, mas na tradição humana, política, ideológica e material de constituição de um governo civil. Essa tradição conquistou o cristianismo no passado quando transformou as idéias básicas de Cristo em política governamental: quando a igreja se transformou em império houve a maior profanação da pessoa de Jesus em todos os tempos. Roma é a grande babilônia, o cristianismo institucional profanou para sempre o nome e a pessoa de Jesus quando uniu a fé em nele com o Estado. (Mateus 6:24) Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Existem dois times, dois posicionamentos e dois senhores: de um lado o Estado, que te diz que você cumprirá o dever coma sua pátria caso mate em nome dele, e que isto não é nada demais, pois está se “fazendo o bem”. E do outro Jesus, que te diz para não ter nenhuma relação com a violência, e que condena os homicidas ao lago de fogo e enxofre.

Mas fica ainda uma questão: quais são as táticas psicológicas utilizadas por Lucinho para enganar os néscios na fé com sua maldade de espírito? Coloco abaixo aquilo que de forma oculta  e no âmbito da retórica os psicopatas da fé incutem na mente alheia:

1 – Dupla personalidade:Aqui no quartel eu sou outra pessoa… Aqui não sou o “Ricardo”, ou o “Felipe”, aqui eu sou o soldado Ricardo, o soldado “Felipe””. Subliminarmente é ensinado que você é e não é cristão ao mesmo tempo. Você deixa sua identidade de seguidor de Jesus de baixo da cama quando vai pro quartel, e só vira cristão de novo quando o expediente termina. OBS: aonde encontramos isso no evangelho? Não existe dupla personalidade, você é o mesmo indivíduo que aceitou à Jesus e decidiu andar com ele aonde você estiver.

2 – Suspensão da ética do evangelho: tudo o que Jesus ensinou sobre o homicídio e o uso da violência fica temporariamente suspenso quando o militar veste a sua farda e levanta o seu fuzil, ali naquele momento a moral cristã de não-violência fica suspensa e o que passa à prevalecer é a ética dada pelo Estado ao soldado (dois senhores: o primeiro senhor prevalece sobre o segundo: o Estado prevalece sobre Jesus). OBS: aonde encontramos isso no evangelho? Quando você aceita à Cristo, e o evangelho dele penetra no seu ser, você é um seguidor dele em todos os lugares por onde você estiver! Lá no seu trabalho você continua sendo um “crente”, sim! Tudo o que você faz lá estará ou em não em desacordo com o evangelho, pois ele está valendo para você, em casa, no quartel, na lanchonete, no clube… Não existe esta suspensão ética temporária para você fazer o que não pode fazer como Cristão!

3 – Os fins justificam os meios: não há moral fixa, não há certo e errado para os defensores da pátria, tudo e absolutamente tudo deve ser feito para se manter a pátria e a “ordem”. Os representantes do Estado estão em um estado chamado de Super-moralidade, eles podem fazer o que bem-quiser que o ato não será considerado crime, ou pecado; com quanto que o fim seja alcançado, como escreveu Nicolau Maquiavel. Jesus nunca refletiu sobre os fins, porém sobre os meios pelos quais os homens alcançam seus fins. O problema não são as finalidades mas os meios pelo qual são alcançadas: (João 14:27) “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”. Como o mundo dá a paz? Através da violência, do derramamento de sangue e da morte. Como as favelas do Rio de janeiro estão sendo pacificadas? Com muita morte. Porém a paz que Jesus veio trazer não vem do mesmo modo como à do mundo, do Estado; pense nisso.

Todas estas idéias são nada mais que tentativas do Estado de legitimar o homicídio e colocar na cabeça vazia dos soldados que eles podem conciliar a profissão militar com o evangelho de Jesus. Essas idéias não estão fundamentadas em Cristo, mas na teoria do Estado!


2 – POR QUE JESUS NUNCA FALOU CONTRA A PROFISSÃO MILITAR?
O problema é que os defensores do militarismo querem uma frase objetiva de Jesus condenando a profissão militar; coisa impossível de ocorrer! Pois Jesus não utilizava em seus discursos a linguagem objetiva, mas sim a linguagem subjetiva. Jesus nunca falou, nem nunca falaria contra profissão nenhuma! Ele pregou contra a violência, o ódio, e tudo o que causa a morte. Se na sua profissão você tem que agredir e matar pessoas, o exercício dela automaticamente se torna prejudicial para aquele que crê e se diz um seguidor de Jesus. Não é que a profissão seja má, mas é o que você faz nela, e se o que você faz nela faz parte da essência dela então ela se torna incompatível com Jesus. Ora, quem não defende isto deveria defender também que prostitutas fossem crentes! Elas certamente diriam: “mas é a minha profissão, é assim que sustento minha família…”. A pergunta que fica é: pode-se tudo em nome da profissão? A sua carteira profissional lhe dá uma concessão especial para realizar certos atos? Ou melhor: a sua carteira profissional lhe dá uma redenção de pecados?

O ato de se fazer sexo por dinheiro com várias pessoas também não poder ser relativizado da mesma forma que relativizam o homicídio, para um policial crente que mata? Os que aceitam o relativismo moral para o militarismo devem também aceitá-lo para prostituas evangélicas!

Nojenta hipocrisia… Eles não querem refletir sobre essas questões. Eles fogem do combate, são literalmente covardes, apesar de se acharem os super-poderosos e fortões!

Há um equívoco, todavia, para aqueles que acham que Jesus era pacifista ao se posicionar contra o uso da violência e do homicídio… Jesus não era pacifista. Seu projeto de ensino era a criação de um novo Homem, iniciando com ele uma enorme revolução existencial. Ele nunca diferenciou o indivíduo membro do Estado como alguém especial, que supostamente possui uma concessão para o uso da violência, pelo contrário, em relação isso foi dito: (Marcos 8:34) “E disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”.  Aonde você quer ficar? No antigo homem, ou no novo criado por Jesus? A escolha é sua.


Repouse em paz com esta reflexão e não se esquive dos paradoxos, conflitos e contradições; antes, enfrente-os.


FONTE: www.liberta-te.org

Matar pobres reduz a violência

Assim diz aquele governador que tem apoio dos pastores assassinos

Recordar é viver


As altas taxas de natalidade em comunidades como a Rocinha são verdadeiras fábricas de marginais…”


Notícia: gospel prime – 9/08/2013

Sérgio Cabral busca apoio de lideranças evangélicas

Governador do Rio se encontrou com o deputado estadual Samuel Malafaia, irmão do pastor Silas Malafaia.
(Leia a notícia completa aqui)


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 FONTE: www.liberta-te.org

terça-feira, 2 de julho de 2013

Protestos impulsionam indústria do gás lacrimogêneo

Manifestantes no Rio de Janeiro, dia 16 de junho | Foto: AFP
Indústria do gás lacrimogêneo cresce alimentada por protestos em todo o mundo
Em meio à crise econômica e às várias medidas de austeridade adotadas por vários países, especialmente no Ocidente, um setor da indústria está se dando bem: os fabricantes de gás lacrimogêneo.
Desde a Primavera Árabe (iniciada no final de 2010), o mercado de segurança interna no Oriente Médio teve um aumento de 18% em seu valor, chegando próximo aos 6 bilhões de euros (R$ 17,4 bilhões) em 2012.
Usado por forças de segurança do mundo inteiro para dispersar manifestações, as bombas de gás lacrimogêneo também tiveram destaque recente nas imagens da evacuação do Parque Gezi em Istambul no último fim de semana e da repressão aos protestos em diversas cidades brasileiras contra o aumento das tarifas de transporte público e os gastos excessivos na organização da Copa do Mundo 2014. Egito e Tunísia estão aumentando suas compras de equipamentos para controle de distúrbios no momento em que negociam empréstimos com o FMI para cobrir seus buracos orçamentários.

Na zona do euro, afetada pela crise financeira, as coisas não são muito diferentes. O orçamento de 2012 do governo espanhol de Mariano Rajoy enfrenta cortes em praticamente todas as áreas, mas em equipamentos antidistúrbios o gasto passa de cerca de 173 mil euros a mais de 3 milhões em 2013.

A pesquisadora Anna Feigenbaum, que investiga a história política do gás lacrimogêneo na Universidade de Bournemouth, na Grã-Bretanha, acredita que a austeridade e o aumento dos gastos com segurança interna andam de mãos dadas.


Homem afetado por gás na Turquia | Foto: AFP
Empresa brasileira é principal fornecedora de gás a governo turco

"Com a austeridade houve uma intensificação dos protestos e do uso do gás lacrimogêneo. Nesse sentido, a Grécia está na vanguarda", disse à BBC. Para a indústria do gás, nada como as crises econômico-sociais.
A Turquia é um dos casos com mais cobertura midiática, mas um mapa (Clique veja aqui) dos protestos no mundo onde o gás lacrimogêneo foi usado, elaborado por Feigenbaum, mostra a expansão do mercado desde janeiro de 2013. 

Como se pode ver no mapa, os protestos contidos com o uso do gás vão desde manifestações contra o estupro de uma mulher na Índia a protestos dos estudantes no Chile e dos professores no México, ou de trabalhadores na França e na Espanha.

Fabricantes

A organização internacional War Resister League (Liga dos Resistentes à Guerra, em tradução livre), que tem uma campanha específica contra o gás lacrimogêneo, identificou a presença de empresas americanas como Combined Systems Inc., Federal Laboratories e NonLethal Technologies da Argentina até a Índia; de Bahrein, Egito e Israel a Alemanha, Holanda, Camarões, Hong Kong, Tailândia e Tunísia.

A brasileira Condor Non-Lethal Technologies, uma das principais provedoras da Turquia, vende seus produtos a 41 países.
Protestos no Brasil durante a Copa das Confederações | Foto: AFP
Críticos dizem que gás não pode ser chamado de não letal

Durante a Primavera Árabe, empresas americanas exportaram 21 toneladas de munição, o equivalente a cerca de 40 mil unidades de gás lacrimogêneo. Em termos de manejo de protestos, nada mudou com a democratização egípcia. Esse ano, o ministério Interior encomendou cerca de 140 mil cartuchos de gás lacrimogêneo ao mesmo elenco de exportadoras americanas. 

Em fevereiro, o porta-voz do Departamento do Estado americano, Patrick Ventrell, defendeu a concessão de licenças para a exportação a essas empresas, dizendo que o gás lacrimogêneo "salva vidas e protege a propriedade". A empresa brasileira Condor Non-Lethal Technologies usa argumentos semelhantes.
"As tecnologias não letais são projetadas para incapacitar temporariamente as pessoas sem causar danos irreparáveis ou morte. Seus efeitos são totalmente reversíveis. De acordo com uma recomendação da ONU em 1990, a polícia tem de fazer um uso proporcional da força por meio de armas não letais em consonância com os direitos humanos e o respeito à vida", disse um porta-voz da companhia à BBC.
Manifestante foge de gás em São Paulo | Foto: AFP
Manifestantes criticam governos por uso excessivo de armas não letais

A expressão "não letal" aparece no nome e marca de muitas companhias. Mas o uso dessa expressão é contestado por especialistas e grupos defensores de direitos humanos, que também questionam a relação próxima entre a indústria, as forças militares e de segurança e governos, que permitiu que o uso do produto fosse se consolidando como arma repressiva favorita ao longo das últimas décadas.

Normalização

Na Primeira Guerra Mundial, o gás lacrimogêneo era classificado como arma química. Mas a partir daí, entrou um cena a força do lobby industrial-militar-governamental, como explicou Anna Feigenbaum.
"Por pressão dos governos e das corporações, mudou-se o nome de 'arma química' a 'irritante químico' ou 'instrumento de controle de distúrbios'. Isso produziu uma normalização. O gás que começou a ser usado no 'controle de multidões' na década de 30 se generalizou a partir dos anos 60", disse.

Uma pesquisa pedida pelo governo britânico sobre o uso de gás lacrimogêneo no fim dos anos 1960 na Irlanda do Norte contribuiu de forma particularmente significativa para essa normalização. A investigação concluiu que não havia perigo nem para mulheres grávidas, nem para idosos, uma afirmação duramente criticada pela Anistia Internacional e pela ONG Médicos pelos Direitos Humanos. 
Manifestante tenta lavar olhos de outro no Egito, em 2011, contra efeitos do gás | Foto: AFP
Países em crise econômica também aumentaram seus orçamentos de segurança interna

Ambas as organizações sustentam que não é preciso ser mais velho ou estar grávida para sentir efeitos "irreversíveis" dessas armas não letais. Entre as mortes mais recentes atribuídas ao uso de gás lacrimogêneo figuram a do adolescente Ali Al-Shiek Bahrain no ano passado e a do palestino Mustafa Tamini no final de 2011.

"Surpreende que, ao mesmo tempo em que os Estados Unidos aprovam o fornecimento de armas a rebeldes sírios por causa da suposta evidência de ataques químicos ordenados pelo governo de Assad, (os Estados Unidos) tolerem a exportação de gás lacrimogêneo. Nenhum governo deveria aprovar ou pagar pelo uso de armas químicas", disse à BBC Mundo Kimber Heinz, da ONG Liga dos Resistentes à Guerra.


FONTE: BBC

terça-feira, 25 de junho de 2013

Drones no Brasil para a vigilância do gado

Eles já  estão usando Drones para a vigilância do gado brasileiro

Vejam este vídeo de um dos protestos ocorridos em SP



PROTESTOS

Sou estudante de filosofia da faculdade federal do Rio de Janeiro, aonde de certa forma os protestos se iniciaram e foram organizados para o município do Rio de Janeiro, presenciei de perto toda esta agitação que se iniciou primeiramente com os estudantes, e depois se estendeu à população civil em geral. Não participei ativamente dos protestos  por minhas convicções pessoas e assim decidi me manter afastado das ruas. Sou um discípulo de Jesus e quero aqui, diante desta perspectiva comentar vários aspectos sobre os protestos que invadiram a agenda dos brasileiros nas últimas semanas.

Porém o mais importate, imediato e contundente conhecimento adquirido por tudo o que tem acontecido é apenas um: AUTORIDADES POLÍTICAS NÃO SÃO INSTITUÍDAS POR DEUS! E sim pelos próprios Homens.

Este tema, bem como o devido estudo de Romanos 13 será alvo de minhas próximas postagens, porém nesta aqui me limitarei à falar sobre aspectos de todos estes protestos.

Creio que o maior desafio para o discípulo de Jesus é encarar essa imensa energia de revolta e protesto como algo afastado de si, que não lhe pertence. Isto só é possível à uma consciência que entendeu e aceitou que não é mais deste mundo. Que somos peregrinos e forasteiros, e que portanto, toda esta imensa bola de energia efervescente que explodiu nestas últimas semanas em todo Brasil não deve nos influenciar, não deve entrar em nós! Devemos permanecer indiferentes à ela, devemos resistir à este sentimento de ódio e revolta. Ele não provém e nada tem à ver com o espírito do evangelho.

Tenho medo de que esse espírito de revolta não se abaixe, e penetre em nossas almas à ponto de modificar toda a nossa psicologia existencial. E que contamine os seguidores de Cristo, não os do sistema religioso, pois já estão sendo inflamadas à tempos pelos movimentos teocratas que fazem suas marchas preeenchidas de ódio em militância raivosa contra os homossexuais. Mas os saíram das denominações e hoje abarrotam a internet denunciando os planos da Nova Ordem mundial. Tenho medo de que estes sejam contaminados com o ódio e a revolta e voltem os seus corações às coisas deste mundo, sejam contaminados por essa onda de patriotismo que se alastrou cegamente e comecem à pensar, sentir e viver política 24 horas por dia.

Aprenda desde já à viver como se não fosse deste mundo, faça um teste, dia após dia e veja como era ser Jesus naqueles dias. Isto lhe servirá como preparação para um futuro tenebroso e não muito distante, em que teremos de escolher em aceitar ou não um chip em baixo da pele para poder comprar e vender, comer e trabalhar. Aqueles que encaram a Terra e esta vida aqui como sagradas e preciosas, aceitarão sem reclamar. Mas aqueles que já se enxergam como forasteiros em terra estrangeira (o planeta Terra) não aceitarão a marca.
Esta é a minha perspectiva pessoal quanto à tudo que está ocorrendo. Porém como filósofo posso também tentar fazer uma análise do ponto de vista “daqueles que são deste mundo”, dos que estão comprometidos com as noções de pátria, e são militantes políticos em suas causas. E é exatamente o que farei adiante. A própria questão da violência, por exemplo, que para mim pessoalmente está descartada, para eles não! Do ponto de vista político a violência faz parte do processo de transformação. Com violência foram feitas revoluções, promulgação da república, independência do Brasil à Portugal, entre os outros acontecimentos, porém todas estas mudanças foram feitas pela elite e nunca pelo povo, e aí está uma malandragem da manipulação:

Porque a volência é justa e justificada quando usada pelas elites para fazerem suas transformações, mas quando é povo que se lança à protestar tem de ser pacífico?


Mas a violência geralmente se inicia por iniciativa da própria polícia que agride a multidão e aí a multidão devolve a agressão. Há de se falar também que existem muitos policiais infiltrados, sem farda no meio da multidão, que às vezes começam um certo tumulto para a tropa de choque ter o pretesto começar a violência contra qualquer um. Esses policiais infiltrados também estão fotografando pessoas, militantes de esquerda preferencialmente. Parece uma polícia secreta, bem aos tempos do governo militar de 64. Quando a noite chega é possível avistar homens armados sem farda, andando nas ruas do centro da cidade à procura de alguém para se vingar.
A própria polícia está indo para os protestos sem identificação, pois todos sabem que quando um policial sai para trabalhar sem a sua identificação, sem o seu nome escrito na farda, é porque elee tem a intenção cometer crimes, se possível até matar.

A mídia bandida e a sua entativa de se apropriar dos protestos

É interessante notar as poderosas corporações de mídia (Rede Globo e Record) em plena ação de apropriação dos protestos. Travam agora uma ferrenha guerra simbólica. Se você leu os noticiários dessas semanas reparou uma unanimidade, uma mensagem subliminar sendo bombardeada na mente dos telespectadores:

A manifestação seguia pacífica…”, “Mas depois uma minoria radical impetrou a violência”…


Isso está sendo extremamente frisavo e empurrado guela à baixo. Porém lhes digo que tudo não passa de mais e mais manipulação, de condicionamento mental para que as pessoas apoiem apenas o protesto dito pacífico, isto é; calmo, que não incomoda, que contribui com a ordem estabelecida, o protesto domesticado. A palavra PACÍFICO está sendo usada exaustivamente para conduzir psicologicamente a população acerca dos apoios aos protestos.

Não há nada de estranho aí? A mídia carnívora, sempre gloficou a violência e faz apologia sistemática da violência Estatal agora, do dia pra noite se torna pacifista?

Estudantes e manifestantes desinformados dessa de guerra simbólica estão dando entrevistas condenando os atos de violência, dizendo que estas pessoas não representam o movimento. Isso está errado! Elas também representam, pois estão indignadas e estão devolvendo ao Estado tudo o que ele tem feito todos estes anos. Se buscarmos auxílio à filosofia política de Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, e tantos outros pensadores constataremos o legítimo uso da violência da população contra o Estado.

A estretégia é velha: “se não podemos contra eles, juntemo-nos à eles”. Eles estão tentando se apropriar de algo que não é deles, que não foram eles que fizeram, foram os estudantes! Já ouvi várias vezes os jornalistas dizerem e repetirem: “São esses jovens que nós queremos, manifestando pacificamente…”. E isto é uma verdade! São estes os jovens que eles querem, os pacíficos, os que contribuem com a ordem, os domesticados: os que não incomodam. Preste atenção nas falas dos jornalistas quando falarem à respeito dos protestos à partir de agora.


Fotos Marcantes

Vejam só a “autoridade instituída por Deus” comentendo mais um ato de covardia com uma senhora que passa, ela recebe gás de pimenta no rosto gratuitamente só porque estavam fugindo da violência e se deparou com os policiais. Glória à Deus! Não é mesmo pastores?



Os idosos entenderam que são os mais explorados pelo sistema iluminati BR, quando precisam de um médico, de um remédio, e passam horas na fila de um hospital; quando não morrem na fila esperando atendimento.



Pura verdade.



Palmirinha, a vovó mais querida do país foi uma das pessoas famosas que apoiaram os protestos por pura consciência, e não por oportunismo, como ocorreu depois.



“Hoje a Jiripoca vai piar…” – em inglês.



Quem diria, uma “autoridade instituída por Deus” com medo! Olha a cara dele, apreensivo…



Música de Caetano Veloso.




Vocês vão ver suas crianças derrubando reis…”, frase da música Geração Coca Cola do nosso grande Renato Russo. E hoje a sua profecia se concretizou, as crianças foram às ruas e assustaram os reis do Brasil.


FONTE: Liberta-te.org

terça-feira, 28 de maio de 2013

Isenção de ICMS para telefone e energia elétrica de templos religiosos: e eles ainda querem te convencer que são os gays que buscam privilégios pela política!


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O governador do Rio Grande do Sul, Tarso Genro (PT), sancionou no último dia 10 lei que isenta de ICMS as contas de energia elétrica e telefone de templos religiosos de qualquer culto no Rio Grande do Sul. O ato contou com lideranças evangélicas, como o deputado estadual e bispo da Igreja Universal do Reino de Deus Carlos Gomes (PRB) e o vereador de Porto Alegre Waldir Canal (PRB).

A medida foi aprovada na Assembleia Legislativa no dia 19 de março deste ano, através do projeto de lei 34/2013, de autoria do Poder Executivo. O projeto aprovado tem origem no PL 45/2011, do deputado Carlos Gomes, que proíbe o repasse da cobrança de ICMS nas contas relativas a serviços públicos estaduais a templos de qualquer culto no estado. O texto foi aprovado por 42 votos favoráveis e nenhum voto contrário. – (Genizah)
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O maior argumento contra as legislações gayzistas é de que elas representariam na verdade privilégios aos homossexuais, pois bem… São nessas horas que vemos o quanto mentirosos e perigosos são estes líderes religiosos politicamente organizados. Convencem-nos, com sua retória de homens de Deus que não querem nada mais que lutar pela liberdade de expressão e pela tão adorada democracia. Nós sabemos que tudo isto não passa de uma fachada para a verdadeira intenção da luta revolucionária religiosa. Sim, eles querem privilégios como todos os outros, não se diferem em nada daqueles que eles dizem combater. São tão mafiosos e financeiramente intencionados quanto qualquer outro grupo. A diferença é que os outros não usam o nome de Deus nem de Jesus…

“Quem não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida”

Conheça a história de Ciel assistindo o vídeo abaixo:

VÍDEO 1


Esta forma de pensamento vem à existência mediante a doente mentalidade cristã de que se deve pela lei, ou seja; pela obrigação, submeter os indivíduos à alguma prática religiosa litúrgica (orar, ir à igreja, ler trechos da bíblia, etc.) para que eles sejam no futuro pessoas boas. A simples exposição ao aparato religioso faria as pessoas serem melhores do que são… Há aí no mínimo duas perversidades: a submissão à uma estrutura externa moral para adestrar a mente e o corpo com a finalidade de transformar o indivíduo em uma pessoa boa, e a latente obrigação cultural de ser uma pessoa boa. E nesta segunda cabe a pergunta: o que é uma pessoa boa?
VÍDEO 2

“Pessoa de bem”… O que é isso?

O termo: “ser alguém de bem” é completamente desprovido de objetividade em significado, mas sempre que o discurso religioso se utiliza desse termo o faz munido de seus preconceitos filosóficos à priori, carregando a sua parcialidade. Ser uma pessoa boa (segundo a religião) não é necessariamente ser alguém que pratica o bem aos outros, mas alguém que se encaixa nos moldes morais impostos pela sociedade. Esta pessoa é classificada publicamente como uma pessoa de bem. É ser uma ovelha obediente, submissa, não questionadora, altruísta; que se enquadra perfeitamente à todos os parâmetros de comportamentos exigidos socialmente (ter casa, família, filhos, crer em Deus, ir à igreja de vez em quando, dar esmolas…). Toda uma série de exigências morais de comportamentos e visões de mundo das quais o indivíduo se vê pressionado à compartilhar caso queira ter a simpatia dos outros e consequentemente ser bem visto na sociedade.
E os garotos cristãos que desde cedos são doutrinados nesta perversidade, meninos de bem, que serão alguma coisa na vida pois “possuem Deus  no coração” transformam-se na roda dos escarnecedores. Riem e zombam de Ciel, aquele menino perigoso, que corrompe a moral e os bons costumes… Ele diz não acreditar em Deus mas na verdade ele ainda nem tem idade e maturidade filosófica suficientes para ter uma postura como essa de forma sólida, porém já tem idade para experimentar o ódio religioso dos que acreditam em Deus e precisam exterminá-lo da convivência com os puros, os santos, os “do bem”… Esses zombadores, também não possuem nenhuma maturidade espiritual para saberem na verdade o que é Deus, se devem ou não crer nele, mas são induzidos e/ou manipulados pela perversa cultura religiosa à confessarem de forma irracional e débil a sua submissão à uma entidade que se impõe pela forma de seus devotos carnívoros, comedores de criancinhas atéias.

Um Deus obrigatório… Nós já alertamos sobre isso!

Já disse aqui em muitas postagens anteriores à respeito desta cultura que vai se afirmando cada vez mais na mente das pessoas influenciadas pelo cristianismo fundamentalista teocrata, sobre a obrigação de crer em Deus, ou de comungar na crença da igreja como instituição divina e mediadora entre Deus e os homens…
O que ocorre com o desviante? Com aquele que não crê em Deus? Ora, ele é punido! Punido com uma punição correspondente, isto é; com constrangimentos, às vezes com insultos, com segregação, pois as “pessoas de bem” evitarão a sua companhia. É preciso prestar bastante atenção às punições existentes, pois elas não são de ordem jurídica, mas de ordem social. Elas são despertadas para coagir o indivíduo à se dobrar diante da obrigação de participar ou apoiar a atividade religiosa.

“Quem não tem Deus do coração nunca vai ser nada na vida?”

Se faz altamente necessário refletirmos sobre o significado desta frase. Ter Deus no coração de fato nos remete à algo realmente desejável, posto que a origem de toda a espiritualidade é o espírito, comumente representado por metáfora em coração. “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias” (Matesu 15:19), já dizia Jesus, o Nazareno. Há no ato profético de Cristo a aguerrida atitude de repreensão contida já em Isaías 29;13: “Esse povo se aproxima de mim com a boca e me honra com os lábios, mas o seu coração está longe de mim“.
Isto significa que em tese, a frase está correta e seu significado deve ser almejado por nós. Todavia… A frase faz um juízo lógico causal, estabelecendo uma ligação direta de causalidade em “ter Deus no coração” com o “ser alguém na vida”. O que podemos concluir como sendo uma enorme falácia! Verificada pela experiência da vida, posto que o mais comum ocorrer é haver pessoas que claramente nada possuem de Deus em suas vidas e mesmo assim são “alguém na vida”. Há também um juízo de ordem material embuído de um gritante preconceito, pois “ser alguém na da vida” corresponde culturalmente ao que chamamos de alpinismo social, isto é; conseguir coisas na vida: carro, casa, emprego, casamento, etc.
A frase “quem não tem Deus no coração nunca vai ser nada na vida” nos induz ao erro e engano movidos por um apelo moralista/religioso fundante nas sociedades ocidentais. Em geral, estes que dizem ter Deus no coração, so o tem na boca! É apenas um jogo de aparências o ocorrido entre e linguagem usada e a realidade prática da vida. A prática dá testemunho do contrário que a boca pronuncia, ela promove a horrível contradição histérica, posto que o indivíduo não se percebe no interior desta contradição; para ele, a sua prática é uma viva correspondência da teoria pronunciada (mesmo sendo ela claramente contrária). O Dr. Freud classificaria este indivíduo como um caso clássico de Esquizofrenia. Esquizofrenia causada pela neurose da religião.
Esses que supostamente tem Deus no coração são aqueles que já queimaram centenas de “hereges” no passado em nome do seus deus de amor e os tornariam à queimá-los vivos em praça pública se ainda estivessem na idade média… Pois o seu deus é um demônio.

Fonte: Liberta-te.org

Oficial iraniano: os judeus usam feitiçaria contra o Irã



Um site que está perto do regime iraniano está a explicar por que os poderes islâmicos que rodam o país estão tendo problemas.É os judeus.Claro.Mas não apenas os judeus … é a sua feitiçaria.O relatório vem do Instituto de Pesquisa de Mídia do Oriente Médio, que monitora a mídia no Oriente Médio.O site relata Mehdi Taeb, que está perto de líder supremo iraniano Ali Khamenei e lidera a Base de Dados de Ammar think tank, disse este mês que os judeus são os magos mais poderosos do mundo de hoje e que eles usam seus poderes para atacar o Irã.Taeb disse que os judeus transformaram os Estados Unidos em sua ferramenta e tem começado a impor sanções ao Irã. “Ele acrescentou que enquanto o Irã até agora tem resistido a seus assaltos, eles ainda não usaram o escopo completo dos seus poderes,” MEMRI relatados. O website do regime iraniano, de acordo com Rasanews.ir, disse: “Falando em 20 de abril de 2013 para alunos de um seminário religioso em Ahwaz, Mehdi Taeb observou:” Os judeus estão nos submetendo a um julgamento sem precedentes. Enquanto você lê no Alcorão, Salomão dominava o mundo … e Deus ordenou a um grupo de feiticeiros para sair contra ele. Os judeus têm maiores poderes de feitiçaria, e eles fazem uso dessa ferramenta. “A fonte continuou citando Taeb: “Todas as medidas que têm sido feitas contra nós originam-se  com os sionistas. Os EUA são uma ferramenta em suas mãos. Até agora, eles não usaram o grande [âmbito] de sua feitiçaria contra nós. Feitiçaria  foi o meio final a que eles recorreram durante a era Ahmadinejad, mas foram derrotados. Esta habilidade dos judeus foi eliminada pelo Irã … ”
Fonte: UNDNH

Religião traz cada vez mais intolerância à política brasileira


Há muito tempo se entende que a política e a religião são de âmbitos diferentes e que pode haver harmonia se estes âmbitos não interferirem um no outro. Em Estados laicos, como no caso do Brasil, o governo tem uma posição neutra no campo religioso. Porém, as igrejas evangélicas vêm crescendo, o mesmo acontecendo com o número de pastores no poder legislativo do Brasil. Com isso, aumentam os ânimos conservadores, que atrapalham a adoção de leis sobre questões que a conduta religiosa considera erradas.


Segundo os dados do Censo 2000, 15,4% da população brasileira se declarava de evangélicos, já no Censo 2010 esse número aumentou para 22,2%. Com esse crescimento de fiéis, muitos pastores acabam assumindo cargos políticos utilizando sua popularidade para chegar ao poder, muitas vezes para tirar proveito próprio ou para uma pequena parcela de seu eleitorado.

Desde o dia 07 de março o pastor Marco Feliciano, deputado federal do PSC (Partido Social Cristão) de São Paulo, tornou-se presidente da CDHM (Comissão de Direitos Humanos e Minorias), envolto em muitos protestos e denúncias de ser homofóbico e racista. Por exemplo: em sua conta no Twitter ele escreveu: “Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé.” Com isso aumentou ainda mais a insatisfação da sociedade e de muitos políticos que também estavam incomodados com seu posicionamento frente às questões da sexualidade. Uma Comissão de Direitos Humanos e Minorias deve defender o ser humano não importando a crença, etnia ou orientação sexual, porém não é isso que tem acontecido desde que Marco Feliciano começou a presidir a CDHM. Aconteceram diversos protestos contra a sua permanência no cargo impedindo que pudesse continuar com a sessão.

Durante um culto na cidade de Passos em Minas Gerais, Feliciano disse a este respeito: “Essa manifestação toda se dá porque, pela primeira vez na história desse Brasil, um pastor cheio de espírito santo conquistou o espaço que até ontem era dominado por Satanás“.
No dia 03 de abril, a bancada do PSOL (Partido Socialismo e Liberdade) na Câmara dos Deputados protocolou um pedido de investigação a Feliciano por quebra de decoro parlamentar. O documento diz que o presidente da CDHM estaria usando o mandato para proveito próprio e usando recursos públicos de forma irregular. Caberá agora ao presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, do PMDB ( Partido do Movimento Democrático Brasileiro) do Rio Grande do Norte decidir se abre investigação pelo Conselho de Ética ou pela Corregedoria da Câmara.

Casos como esse se tornam cada vez mais frequentes no Brasil, em que pastores utilizam sua pregação bíblica para divulgar seu ponto de vista a respeito do que acontece. Durante cultos religiosos, alguns pastores utilizam sua retórica para induzir seus fiéis a ideias e ações que muitas vezes são de acordo com suas convicções, e não há abertura para um debate para chegar em um consenso comum. Ações como essa criam pessoas com ideologias preconceituosas aumentando embates com pessoas de outras religiões como as afrobrasileiras por exemplo e de grupos GLBT (Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros). A maior parte dos protestos que ainda estão acontecendo por onde o pastor Marco Feliciano passa ou em outros lugares estão sendo promovidos por boa parte de entidades que são contrárias a qualquer tipo de intolerância pois é inaceitável continuar com essa situação.

O Brasil é um país de muitas religiões e muitas vezes pode haver divergências por causa disso, porém a intolerância é algo que não deve ser incentivado aos seguidores, afinal o que é certo para um cristão pode não o ser para um muçulmano. O país tem uma grande diversidade nas religiões, políticas, etnias e ideologias, que podem coexistir sem que haja conflitos. Ninguém é senhor da verdade suprema e sempre haverá divergências, porém é preciso que os lados se entendam para chegar a um acordo comum a todos. Qualquer político, independentemente do poder que exerce, deve representar o povo e não somente o seu eleitorado, portanto a sua função é trabalhar por todos e não somente pelas suas ideologias, sejam elas quais forem. “Se quiser por à prova o caráter de um homem, dê-lhe poder, ” – essa frase de Abraham Lincoln foi dita há mais de um século mas continua atual.

Fonte: Voz da Rússia

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Aforismo XVI – “liberdade de culto”

Por Luiz F. Galeno
A religião cristã mostra-se a religião da decadência quando protesta junto aos poderosos o seu direito de estar no mundo, o direito ser deste mundo. O reino de que Jesus veio anunciar, dizia ele: “Não é deste mundo…”, ou seja; é um intrujão, um entrometido… Mas o título que exemplifica a marcha dos idiotas é: Liberdade de culto. Devemos nos indagar: liberdade de culto aonde?… Ora, no mundo! “Quero ser livre no mundo”, diz o cristão decadente. O cristão de Cristo é indiferente à isto. Pois ele é semelhante ao seu mestre: não pede permissão para Ser. Pedir permissão para ser é o mesmo delegar autoridade à pessoa que você pede permissão, isto é; você mesmo concede à ela um poder que ela não tinha. Esse é o cristão decadente; amante dos principes e governantes, dos poderes políticos espera a sua redenção.
Perdir liberdade de culto é um sintoma de decadência, é um sintoma da Morte de Deus, no cristianismo nós sabemos: Deus está morto.
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FONTE: Liberta-te.org

sábado, 20 de abril de 2013

Leis absurdas são engenharia social para manipular a sua mente

Dois policiais correndo atrás de um homem em uma rua movimentada do centro da cidade. Ele se desvia de todos os pedestres agilmente e consegue fugir…


Esta cena lhe é bem sugestiva, não é mesmo? O que em primeira mão nos aprece? Um ladrão! Acabou de roubar alguém e está em fuga… Mas a resposta é NÃO. É alguém que jogou ou simplesmente deixou cair um papel de bala no chão da rua. Esta é sem dúvida um avanço na agenda de controle de comportamentos em que as chamadas “cidades modelos” do mundo mergulham ao 1984, de George Orwell.
Assista o vídeo:


Big Brother internalizado

Mas a pior questão é sem dúvida a própria aceitação passiva e acrítica que o gado humano tem de tudo isso. Muitas vezes, quando esta lei estiver em vigor, as próprias pessoas haverão de “olhar feio” aqueles que elas flagrarem jogando um papel na rua, e não demorará muito haverão delatores espontâneos para denunciar à autoridade policial/militar aquele indivíduo que acabou de jogar um mísero papelzinho no chão.


A massa não compreende a abrangência dos fenômenos sociais, por isso quando reflete e argumenta sobre temas referentes ao controle de comportamento, o fazem meramente do ponto de vista conceitual, objetivo, se aquele comportamento É CERTO OU ERRADO, a chamada discussão in abstrato. Quando que na verdade isto pouco importa, pois o que realmente está em jogo não é o comportamento, mas o adestramento psicológico que o indivíduo está sendo submetido, ou seja; o que importa no fim das contas é a finalidade última para qual aquela ação política foi inventada.
A fabricação de leis absurdas e extremistas servem exatamente para este fim, para habituar os indivíduos à serem cada vez mais dóceis, como animais adestrados. Ora, instaurar toda uma via crucis (ida à uma delegacia, recorrer, julgamento e negativação do CPF por um simples papel jogado no chão) é uma clara atividade de engenharia social da Nova Ordem Mundial. Atividade esta já disseminada nas cidades mais importantes do mundo e que é agora trazida para o Rio de Janeiro.
Que desgraça é viver nesses tempos de Nova Ordem Comportamental…

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

4 Provas de que o cristianismo é a decadência do evangelho


Por Luiz F. Galeno


Após ler algumas páginas do evangelho de Mateus, Lucas e de João, notamos o quanto no mínimo é estranho o desejo do cristão de ser respeitado por sua opção religiosa. O desejo de ser amado pelo mundo penetrou no coração do discípulo de Jesus de tal forma que ele não mais se lembra do conteúdo original da mensagem de seu Senhor. O escândalo e a loucura contidos na Boa Nova de Yeshua são hoje odiados, repudiados e colocados em público como objetos do ridículo, como expressões de um cristão primitivo; pois ser “moderno” e “evoluído” é ser político, é falar de política, fazer de Jesus um garoto propagando do governo, um ícone de Estado que trabalha para a conservação da sociedade e para a produção do cidadão perfeito.
De onde procede tal consciência? Qual a fonte desta mentalidade? Qual a origem desse imperceptível desânimo com o espírito e apego com o mundo? Devemos reconhecer que isto nada mais é que o materialismo existencial em sua essência, expressado pela religião. Contudo, mais rapidamente nos cabe a obrigação de oferecer algumas demonstrações desta profunda desconexão com o evangelho, desta doença na alma do discípulo de Jesus, a religião do ressentimento: a decadência do evangelho.

5 provas de que a religião cristã é a decadência do evangelho


1º) Querem ser respeitados, reconhecidos e amados pelo mundo

O cristão material quer ser reconhecimento, ele pede licença para existir, está apegado às estruturas de poder da Terra e às enxerga como parte de si. O cristão material imagina a sua existência como o resultado direto da política e da lei, e criou na sua mente a imagem de um Jesus que possui alianças com os políticos romanos, um Jesus que exerce seu ministério na intenção de melhorar a sociedade; um Jesus que tem como finalidade a preservação da civilização, um Jesus do império, um servo dos governos da Terra.
Já o discípulo de Jesus age e pensa a realidade como o mestre; torna-se indiferente à resposta exterior do mundo. Se enxerga como alguém afastado das estruturas de poder que regem o planeta Terra, ele sabe que a sua existência precede a lei, o governo e a política. Há ainda um forte elogio à perseguição; uma apologia ao sentimento de alegria devido à perseguição decorrente do seu modo de vida. (“Bem aventurados sois vós injuriarem e vos perseguirem, e mentindo disserem todo mal contra vós por minha causa. Alegrai-vos e regozijai-vos! porque será grande a vossa recompensa nos céus” – MATEUS 5: 11,12), (“Dei-lhes a tua palavra, e o mundo os odiou, porque não são do mundo, assim como eu não sou do mundo” – João 17: 14).
Os cristãos como Marisa Lobo que querem ser respeitados, deveriam tomar vergonha na cara e admitir seu desligamento com evangelho, pois tornaram-se propriedades do mundo, do governo e do Estado, de acordo com Jesus:
(João 15:19) -  “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu, mas porque não sois do mundo, antes eu vos escolhi do mundo, por isso é que o mundo vos odeia“. Jesus está dizendo que quando nos tornamos parte do mundo o mundo começa à nos amar, à nos querer bem pois somos dele. E ao contrário, quando o mundo (o governo, o Estado e a sociedade) nos odeia, é porque testificamos que não somos dele, estamos nele porém não somos parte dele.
O discípulo de Jesus não busca ser amado, pois busca apenas amar. Também não pede autorização para acreditar no que acredita, para ser o que é e falar o que pensa; ou seja; ele não precisa de liberdade de expressão, ele é indiferente à isto.

(João 17:16) – “Eles (os discípulos) não são do mundo, como eu do mundo não sou

 (João 17:9) – “Eu rogo por eles; não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus

2º) Para serem respeitados, querem eleger um governante ideal para os cristãos

A psicóloga Marisa Lobo entrega o ouro e expõe em seu Twiter os sintomas da doença que é o cristianismo (Veja a terceira mensagem de cima para baixo):
Essa postura é decorrente do fato do cristão material pôr o seu coração na política, esperar sua salvação ou bem aventurança pelas mãos do presidente. Já que ele quer ser respeitado na Terra, então cabe buscar a eleição de um político que garanta isto à ele. Daí nasce toda a militância política em torno do apoio que os sacerdotes dão à campanha de candidatos à prefeito, governador e deputados estaduais e federais.
Como sublinhado em azul, Marisa Lobo diz:

vamos de Serra porque Haddad já declarou que não gosta de evangélico“.  Marisa Lobo também expressa objetivamente o seu desejo: “Não pensem que se Serra ganhar as eleições em São Paulo vai ser muito diferente, porém não podemos negar que pelo menos seremos respeitados“.


Já os discípulos de Jesus agem como Jesus; são alheios ao governante que está no poder, pois este assunto não lhe interessa e não lhe afeta a fé; seja quem for que esteja no poder, ele (o discípulo) será o que sempre foi, pregará o que sempre pregou e será uma testemunha viva daquilo que acredita indiferentemente do governante apoiar ou não, gostar ou não, permitir ou não. (“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui” – João 18:36). Eles não dependem do governo serem o que são.

3º) Promovem e apóiam a violência

Em todas as épocas após o imperador Constantino ter se apoderado da mente e dos corações dos cristãos, o cristianismo (produto da perseguição e tentativa de extermínio do evangelho conflituoso existente até o século II) tornou-se uma máquina maligna de ódio que se alimenta de morte. Os cristãos católicos romanos sempre foram mais honestos, pois sempre tiveram em poder de determinados Estados e assim com seus exércitos próprios realizavam as guerras. Todavia, os cristãos católicos reformados (protestantes) na maior parte das vezes se infiltraram nos governos para se usar da máquina de guerra Estatal e assim promover violência. Os protestantes em muitos casos gostariam de ter seus próprios exércitos, porém preferem manipular a polícia e o exército do governo onde residem para realizarem as guerras e matanças em quem lhes faz oposição. Devo lembrar de uma frase de Lutero que exemplifica bem a psicopatia cristã protestante:
Qualquer um que enforque um rebelde faz boa obra… O rebelde (católico, anabatista e outros que se recusavam a seguir Lutero e os príncipes que o apoiavam) é bandido de Deus e do Império. Qualquer um que o enforque faz boa obra e qualquer um é seu juiz e carrasco… Esmagai, degolai e trespassai de todo modo! Matar um revoltoso é abater um cão danado. Cobertos pelo Evangelho e chamando uns aos outros de ‘irmãos em Jesus Cristo’, os camponeses cometem o mais horrível dos crimes: acompanham Satanás, sob o disfarce da Palavra de Deus (…) Tomba pela causa de Deus, como verdadeiro mártir, quem sucumbe defendendo a autoridade; assim obedeceu à Palavra de Deus. Ao contrário, quem tomba nas hostes dos camponeses é condenado às chamas eternas do Inferno, pois sustenta a espada contra a Palavra de Deus e como agente do Diabo. (…) Vamos, caros senhores! Batei, trespassai e degolai como podeis!
Em 1525, Lutero publicou um escrito chamado: “Contra as Hordas dos Camponeses Assassinos e Saqueadores“, em que defende para os príncipes o extermínio dos camponeses alemães. Com efeito, milhares de católicos e anabatistas foram massacrados, de forma direta (sem tribunal, sem julgamento, sem apelação), com o apoio de Lutero, na denominada “Guerra dos Camponeses” (1524-1525), em vista de suas posições político-religiosas contrárias às dos príncipes luteranos.

4º) Acreditam no governo divino, no governante semi-deus (autoridade constituída por Deus)

O conceito do governante com o poder divino de governar é a mais antiga das tradições da Terra; crer que o rei (ou presidente) tem a concessão divina para reinar sobre os homens está no coração do cristão material devido a herança judaica que ele carrega; para compreender isto é necessário estudar o conceito de Teocracia contido no judaísmo, não só no Tanak (antigo testamento) mas também no Talmud (conjunto de escritos doutrinais da tradição oral judaica). É o mesmo conceito encontrado no capítulo 13 da carta de Paulo aos romanos, pois Paulo deu prosseguimento à esta crença que lhe foi transmitida pela rígida educação farisaica da escola de Gamaliel. Todavia, essa idéia se encontra completamente ausente nos ensinamentos de Jesus de Nazaré. A postura de Jesus é de indiferença ao governante, nunca de apoio tão pouco de rebeldia em se colocar contra e desejar a sua destruição. Jesus não era contra nem à favor do governante político, pois sua missão nada tinha à ver com a estrutura política da Terra, mas com o Reinado de Deus no coração do indivíduo, as coisas do espírito e não as coisas da matéria.
Deixe de lado as fábulas e mentiras que os pastores te contam e busque o conhecimento. Não se pode servir à dois senhores, ou um ou outro; ou Cristo ou o cristianismo. Um anula o outro, e você terá de fazer a sua escolha mais cedo ou mais tarde. Eu já fiz a minha…