Sou estudante de filosofia da faculdade federal do Rio de Janeiro, aonde de certa forma os protestos se iniciaram e foram organizados para o município do Rio de Janeiro, presenciei de perto toda esta agitação que se iniciou primeiramente com os estudantes, e depois se estendeu à população civil em geral. Não participei ativamente dos protestos  por minhas convicções pessoas e assim decidi me manter afastado das ruas. Sou um discípulo de Jesus e quero aqui, diante desta perspectiva comentar vários aspectos sobre os protestos que invadiram a agenda dos brasileiros nas últimas semanas.

Porém o mais importate, imediato e contundente conhecimento adquirido por tudo o que tem acontecido é apenas um: AUTORIDADES POLÍTICAS NÃO SÃO INSTITUÍDAS POR DEUS! E sim pelos próprios Homens.

Este tema, bem como o devido estudo de Romanos 13 será alvo de minhas próximas postagens, porém nesta aqui me limitarei à falar sobre aspectos de todos estes protestos.

Creio que o maior desafio para o discípulo de Jesus é encarar essa imensa energia de revolta e protesto como algo afastado de si, que não lhe pertence. Isto só é possível à uma consciência que entendeu e aceitou que não é mais deste mundo. Que somos peregrinos e forasteiros, e que portanto, toda esta imensa bola de energia efervescente que explodiu nestas últimas semanas em todo Brasil não deve nos influenciar, não deve entrar em nós! Devemos permanecer indiferentes à ela, devemos resistir à este sentimento de ódio e revolta. Ele não provém e nada tem à ver com o espírito do evangelho.

Tenho medo de que esse espírito de revolta não se abaixe, e penetre em nossas almas à ponto de modificar toda a nossa psicologia existencial. E que contamine os seguidores de Cristo, não os do sistema religioso, pois já estão sendo inflamadas à tempos pelos movimentos teocratas que fazem suas marchas preeenchidas de ódio em militância raivosa contra os homossexuais. Mas os saíram das denominações e hoje abarrotam a internet denunciando os planos da Nova Ordem mundial. Tenho medo de que estes sejam contaminados com o ódio e a revolta e voltem os seus corações às coisas deste mundo, sejam contaminados por essa onda de patriotismo que se alastrou cegamente e comecem à pensar, sentir e viver política 24 horas por dia.

Aprenda desde já à viver como se não fosse deste mundo, faça um teste, dia após dia e veja como era ser Jesus naqueles dias. Isto lhe servirá como preparação para um futuro tenebroso e não muito distante, em que teremos de escolher em aceitar ou não um chip em baixo da pele para poder comprar e vender, comer e trabalhar. Aqueles que encaram a Terra e esta vida aqui como sagradas e preciosas, aceitarão sem reclamar. Mas aqueles que já se enxergam como forasteiros em terra estrangeira (o planeta Terra) não aceitarão a marca.
Esta é a minha perspectiva pessoal quanto à tudo que está ocorrendo. Porém como filósofo posso também tentar fazer uma análise do ponto de vista “daqueles que são deste mundo”, dos que estão comprometidos com as noções de pátria, e são militantes políticos em suas causas. E é exatamente o que farei adiante. A própria questão da violência, por exemplo, que para mim pessoalmente está descartada, para eles não! Do ponto de vista político a violência faz parte do processo de transformação. Com violência foram feitas revoluções, promulgação da república, independência do Brasil à Portugal, entre os outros acontecimentos, porém todas estas mudanças foram feitas pela elite e nunca pelo povo, e aí está uma malandragem da manipulação:

Porque a volência é justa e justificada quando usada pelas elites para fazerem suas transformações, mas quando é povo que se lança à protestar tem de ser pacífico?


Mas a violência geralmente se inicia por iniciativa da própria polícia que agride a multidão e aí a multidão devolve a agressão. Há de se falar também que existem muitos policiais infiltrados, sem farda no meio da multidão, que às vezes começam um certo tumulto para a tropa de choque ter o pretesto começar a violência contra qualquer um. Esses policiais infiltrados também estão fotografando pessoas, militantes de esquerda preferencialmente. Parece uma polícia secreta, bem aos tempos do governo militar de 64. Quando a noite chega é possível avistar homens armados sem farda, andando nas ruas do centro da cidade à procura de alguém para se vingar.
A própria polícia está indo para os protestos sem identificação, pois todos sabem que quando um policial sai para trabalhar sem a sua identificação, sem o seu nome escrito na farda, é porque elee tem a intenção cometer crimes, se possível até matar.

A mídia bandida e a sua entativa de se apropriar dos protestos

É interessante notar as poderosas corporações de mídia (Rede Globo e Record) em plena ação de apropriação dos protestos. Travam agora uma ferrenha guerra simbólica. Se você leu os noticiários dessas semanas reparou uma unanimidade, uma mensagem subliminar sendo bombardeada na mente dos telespectadores:

A manifestação seguia pacífica…”, “Mas depois uma minoria radical impetrou a violência”…


Isso está sendo extremamente frisavo e empurrado guela à baixo. Porém lhes digo que tudo não passa de mais e mais manipulação, de condicionamento mental para que as pessoas apoiem apenas o protesto dito pacífico, isto é; calmo, que não incomoda, que contribui com a ordem estabelecida, o protesto domesticado. A palavra PACÍFICO está sendo usada exaustivamente para conduzir psicologicamente a população acerca dos apoios aos protestos.

Não há nada de estranho aí? A mídia carnívora, sempre gloficou a violência e faz apologia sistemática da violência Estatal agora, do dia pra noite se torna pacifista?

Estudantes e manifestantes desinformados dessa de guerra simbólica estão dando entrevistas condenando os atos de violência, dizendo que estas pessoas não representam o movimento. Isso está errado! Elas também representam, pois estão indignadas e estão devolvendo ao Estado tudo o que ele tem feito todos estes anos. Se buscarmos auxílio à filosofia política de Nicolau Maquiavel, Thomas Hobbes, e tantos outros pensadores constataremos o legítimo uso da violência da população contra o Estado.

A estretégia é velha: “se não podemos contra eles, juntemo-nos à eles”. Eles estão tentando se apropriar de algo que não é deles, que não foram eles que fizeram, foram os estudantes! Já ouvi várias vezes os jornalistas dizerem e repetirem: “São esses jovens que nós queremos, manifestando pacificamente…”. E isto é uma verdade! São estes os jovens que eles querem, os pacíficos, os que contribuem com a ordem, os domesticados: os que não incomodam. Preste atenção nas falas dos jornalistas quando falarem à respeito dos protestos à partir de agora.


Fotos Marcantes

Vejam só a “autoridade instituída por Deus” comentendo mais um ato de covardia com uma senhora que passa, ela recebe gás de pimenta no rosto gratuitamente só porque estavam fugindo da violência e se deparou com os policiais. Glória à Deus! Não é mesmo pastores?



Os idosos entenderam que são os mais explorados pelo sistema iluminati BR, quando precisam de um médico, de um remédio, e passam horas na fila de um hospital; quando não morrem na fila esperando atendimento.



Pura verdade.



Palmirinha, a vovó mais querida do país foi uma das pessoas famosas que apoiaram os protestos por pura consciência, e não por oportunismo, como ocorreu depois.



“Hoje a Jiripoca vai piar…” – em inglês.



Quem diria, uma “autoridade instituída por Deus” com medo! Olha a cara dele, apreensivo…



Música de Caetano Veloso.




Vocês vão ver suas crianças derrubando reis…”, frase da música Geração Coca Cola do nosso grande Renato Russo. E hoje a sua profecia se concretizou, as crianças foram às ruas e assustaram os reis do Brasil.


FONTE: Liberta-te.org