segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Manual de um “rebelde”

Posturas de Jesus que vão de encontro às ideologias conservadoras de “família” e “defesa da sociedade”
 
Um desses defensores de valores tradicionais, da “família” e dos “bons costumes” se encontra com o Jesus descrito nos evangelhos e travam um debate. Preste muita atenção no que diz o militante político e na resposta dada por Jesus às suas afirmações. Perceba que o que o militante argumenta é o que vemos todos os dias sendo falado na televisão por pastores, e por conseguinte as respostas de Jesus são aquilo que encontramos em formato conceitual nos evangelhos, e que confrontam conceitual e perfeitamente aos argumentos do militante político. Eis o seu conteúdo: 

Militante político “cristão”: “família é a base da sociedade; cuide de sua família meu irmão, nunca brigue em casa com sua mulher…”
Jesus: “Aquele que não aborrecer a seu pai, e mãe, e mulher, e filhos, e irmãos, e irmãs, e ainda também a sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:26)

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Militante político “cristão”: “Nossa sociedade precisa de paz e união, devemos nos empenhar nisso. E a paz e a união começa dentro do lar”
Jesus: “Não vim trazer paz ao mundo, mas “espada”, ou seja; eu vim criar dissensão entre pai e filho, entre mãe e filha e a nora contra sua sogra. De modo que o pior inimigo do homem serão seus próprios familiares” (Mateus 10; 34)

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Militante político “cristão”: “Lembre do que a bíblia ensina: Honra teu pai e tua mãe para que se prolongue teus dias na Terra…”
Jesus: “E, falando ele ainda à multidão, eis que estavam fora sua mãe e seus irmãos, pretendendo falar-lhe. E disse-lhe alguém: eis que estão ali fora tua mãe e teus irmãos, que querem falar-te. Ele, porém, respondendo, disse ao que lhe falara: Quem é minha mãe? E quem são meus irmãos? E, estendendo a sua mão para os seus discípulos, disse: Eis aqui minha mãe e meus irmãos; porque, qualquer que fizer a vontade de meu Pai que está nos céus, este é meu irmão, e irmã e mãe” (Mateus 12; 46-50)

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Militante político “cristão”: “rapaz, você é um delinquente! Anda por aí ensinando essas asneiras para as pessoas? Você é um inimigo da sociedade e da nação! Vou te denunciar às autoridades para que te prendam… Você merece é cadeia!”
Jesus: … (silêncio)
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E você? Com quem preferi ficar?

Muitos dos que leram esse diálogo concordam inteiramente com o militante político, e se Jesus estivesse hoje, vivo diante deles discutindo esses temas, eles novamente o mandariam prendê-lo na indubitável crença de que “estão fazendo a vontade de Deus” e o melhor para a sociedade. Pois o seu compromisso real é com a sociedade com o Estado.

Indeciso em qual decisão tomar? Jesus tem um recado pra ti:


E digo-vos que todo aquele que me confessar diante dos homens também o Filho do homem o confessará diante dos anjos de Deus. Mas quem me negar diante dos homens será negado por mim diante dos anjos de Deus

(Lucas 12:8)


FONTE: www.liberta-te.org

Como se fundamenta a Jihad cristã: fundamentos da moderna guerra santa

Família, casamento, monogamia… São todos estes os pressupostos da ideologia conservadora, que em nada tem à ver com Cristo; nem com sua doutrina, menos ainda com sua vida. Fazer traduzir o segundo pelo primeiro é no mínimo uma atitude má intencionada. Apenas pela formação da religião cristão (lembrando que Cristo nunca fundou religião alguma!), séculos depois de sua morte, é que seus seguidores inventam esta escala de valores culturais e à denominam como “valores cristãos”. Uma genealogia sobre a verdadeira origem destes valores ditos cristãos é ainda desconhecida do grande público cristão que por isso se ilude em defender com unhas e dentes algo em nome de Cristo, mas que em verdade, nada tem á ver com ele.

Mais séculos depois ainda, mais precisamente no Século XX, esta mesma escala de valores tornar-se-á mais política, envolvida em militância política, em partido político, em toda espécie de imundície que sobrevive sob a forma de acordos e conspirações próprias da atividade político/partidária. O que há de mais imundo que o anti-cristo disfarçado de Cristo? Que há de mais perverso que o inverso de tudo quanto Cristo viveu e ensinou transformado à ferro e fogo em sua imagem e representação? É à isto que nos referimos quando assistimos religiosos vestidos com seus ternos e gravatas, alegadamente representantes de Jesus de Nazaré, organizando-se em grupos mafiosos à conspirarem na tomada do poder para impor, pela lei, à todos os homens os tais “valores cristãos”. Falam de liberdade, de liberdade de expressão, porém só para eles, para os opositores cadeia e silêncio. Falam de perseguição religiosa, mas inflamam e agridem o próximo para provocarem reações igualmente violentas para depois gritarem aos quatro ventos que estão sendo perseguidos e injustiçados. Querem à todo custo a tomada do poder, estão cegos e envenenados por poder, por ter todos os corpos humanos obedecendo às suas ordens; guiando-se na sua escala de valores, dançando conforme a sua música… Á isto, chamam eles de instaurar o reino de Deus na Terra.

Esses demônios se apresentam à nós como anjos de luz, se disfarçam com símbolos bonitos e humanitários, com coisas que soam muito bem aos ouvidos alienados das massas que acabam comprando suas ideologias sem nem mesmo pensar em questioná-las. Levam junto em um único pacote os seus ódios, seus rancores, o seu mal humor, a sua horrenda necessidade de guerra… Sua militância.

Qual o objetivo deles? Para onde eles estão levando os cristãos?

Eu te respondo…
O resultado primordial é tornarmos prisioneiros da política, tornarmos prisioneiros do Estado; tornar dependentes dessa esfera de poder tudo quanto quisermos fazer e até pensar. Cristianismo nacional, evangelho de Estado; lembremos do século III, Constantino e Teodósio no império romano, o império acolhe a imagem de Cristo (nunca sua doutrina e filosofia), e “faz união entre Céu e Terra”, com imperadores cristãos, a igreja dá à Cesar o que é de Deus, e concede divinização ao que é de Cesar…

Esse tipo de cristão, quando pensa e age, age e pensa sempre condicionado à uma estrutura política. Quando fala, sempre se utiliza de categorias de pensamento eminentemente políticas… Ele crê que a existência humana é uma concessão do Estado, que para existirmos dependemos antes de tudo do aval Estatal, da bênção paterna dada pelo governante. É uma condição de absolutismo material; o Estado como instituição divinizada no coração do Homem. Esse cristão tem em nas raízes de sua alma o materialismo existencial, é um autêntico ateu; para ele apenas o chão da Terra é o limite da vida: “Deus está morto”. O homem torna-se divino, mas qualquer homem? Não! Apenas o príncipe; ele é governante por vontade divina, é autoridade constituída por Deus… A categoria de governante torna-o Deus na Terra.

Hoje, quase a totalidade dos cristãos já foram engolidos/contaminados por esta envergadura maligna que se alastra semelhante à uma arma química em campo de guerra. Sabemos que estes não passam de idiotas úteis, o apoio massivo para dar a ilusão de democracia, mas logo são descartados quando não mais forem necessários. Dar a ilusão de democracia é algo necessário em nosso tempo, tendo em vista que o termo “democracia” tornou-se um paradigma político, um dogma cultural do bem absoluto dos séculos XX e XXI em decorrência das sangrentas experiências políticas das duas guerras mundiais.

Mas sabemos que estes que estão á dar o seu apoio serão, futuramente, defensores e pilares de um regime extremamente opressor e repressor, e tudo porque hoje doaram os seus corações à isto, deram suas almas à defesa de uma total existência política. Venderam sua saúde mental e espiritual à uma ilusão, à um projeto que visa estabelecer o reino de Deus na Terra; acabar com a violência, fazer do mundo um mundo seguro e justo… Mentiras.

No devido tempo falarão ao seu líder supremo: “estamos com você! Você é inspirado por Deus, você é instituído por Deus!” Todas as baboseiras de idolatria à figura do líder que sempre ouvimos… A história se repete.

Eles sustentarão esse grande líder no poder. Eles o cultuarão como um enviado de Deus, como um salvador; e se qualquer pessoa questioná-lo será violentamente repreendida: “seu louco, não faça isso, leia Romanos 13; ele é uma autoridade instituída por Deus: quer ser amaldiçoado?


Família….

Família… Família não se defende, não se transforma em ideologia política para uma suposta defesa; família se vive. Família não se transforma em tese, em teoria, família é uma prática, uma consequência da ação, um produto da natureza. Apenas os idiotas e jumentos fazem protestos públicos, e com tamanha arrogância de um coração endemoniado marcham com frases de efeito em defesa da família tradicional.

Os fundamentos da moderna guerra santa são, antes de mais nada; morais. O que está no centro de tudo é a moral, nunca o amor! Ao ler: moral, subentenda: lei, imposição externa, obrigação, etc. Valores morais tais como família (ou família tradicional), heterossexualismo, e o valor extremado da hierarquia humana, igualando-a á hierarquia divina. A hierarquia humana (política) é vista como espelho da hierarquia divina. Desse modo, o valor moral da submissão á todo custo e da subserviência é extremamente elogiado.

Nosso mestre Jesus nunca defendeu família, ao contrário, ensinou que não somos dignos de o seguirmos se amarmos mais os nossos familiares que ele, ou seja; ele estava dato e de verdade relativizando a importância do seio familiar. Ainda salientou que não veio trazer conciliação familiar, mas divisão dentro do lar, brigas entre o pai e seu filho, entre a filha e sua mãe por sua culpa, e que os maiores inimigos do Homem seriam então seus próprios familiares. Algo completamente escandaloso para o que se ensina os líderes religiosos de hoje. Mas a percepção de que Jesus nunca foi um apologista da família, serve-nos apenas como exemplo de que esta ideologia política/conservadora é ago de origem externa, criada séculos depois e com interesses ocultos; plantada nos corações dos discípulos de Jesus com o intuito de tirar-lhes o foco do reino de Deus. Torná-los militantes políticos, incentivá-los à se candidatarem à cargos políticos, e à sentirem o gosto do poder; o sabor irresistível do poder que Jesus rejeitou na tentação no deserto quando Satanás lhe ofertou os reinos da Terra. A igreja por outro lado nem espera Satanás oferecer, ela mesma se lança com avidez à tomar o poder.

Aqueles que pensam como eu, certamente neste futuro não serão bem vistos… Serão mortos! Mas te digo com todo coração que neste jogo, eu não quero estar entre os vencedores.

Aquele que quiser salvar a sua vida, deve perdê-la…”

Jesus de Nazaré.


Cristão primitivo: uma espécie em extinção

Você é Cristão? E ainda é patriota?  Saiba de que ldado você está…

O cristão primitivo está à beira da extinção: o modelo romano prevalece

(Luiz F. Galeno)

O entrave existente nos primeiros séculos da era cristã entre grupos cristãos fora resolvido com uma medida política e com o exercício da autoridade política superior: Constantino. Nesta época, haviam conflitos de todas as ordens entre grupos que se formaram em torno da memória e da figura de Jesus de Nazaré. Porém estes grupo nunca formavam uma unanimidade nem mesmo possuíam entre si um núcleo hierárquico formado; a fragmentação extrema era nítida e ao mesmo tempo um empecilho para a estabilidade do império romano:

Esperavam os romanos a vinda de alguém que conseguisse pôr fim neste pesadelo, a vinda a de um “Messias” da política que conseguisse vencer esta força que estava à corroer todo maravilhoso império conquistador do mundo. Ora, como ficaria a reputação de Roma se depois de tantas batalhas vitoriosas, de tantas conquistas, de tantos territórios anexados o império viesse à falência por causa de um grupo de fanáticos que estavam, mediante suas crenças de não-resistência ao mal, esvaziando o poder do império e pondo em risco gerações de legionários guerreiros e patriotas? Com esta mesma perspectiva, reconheceu Constantino a necessidade que havia de cumprir com sua missão, com seu dogma profissional de manter o governo de pé.”
(A autópsia da igreja, pag. 62)

Quem é o cristão romano? É o cristão que se guia de acordo com os valores desta vida e do reino deste mundo

Este cristão que está aí hoje, fazendo marchas, protestando por liberdade, defendendo o slogan conservador Deus, Pátria e Família há de ser claramente identificado por nós; ele é o cristão Romano, criado artificialmente na história como uma espécie de golpe, em que os primeiros foram primeiramente marginalizados e depois perseguidos oficialmente como hereges. Aos primeiros cristãos, existentes antes da criação do cristão romano; é dado o nome hoje de gnósticos, ainda de forma bem preconceituosa estes sejam tratados.

É apenas com os cristãos romanos que se inventará a noção de cristianismo nacional, sendo portanto por eles dada à mente de alguém que se diz seguidor de Jesus o dever existencial com o Estado em encarar o governante (César) como semi-deus, ou seja; instituído por Deus, ou como figura humana divinizada que exerce o seu poder político por concessão ou autoridade divina.

O nacional cristianismo é aquilo que nasce de um híbrido monstruoso: a figura de Jesus de Nazaré misturada à uma cultura pagã e associada à verdade; o que chamamos hoje de propaganda enganosa, vende-se um produto X com o nome do produto Y, quando o cliente abre a caixa fica todo alegre por ter comprado Y, nem percebe que na verdade aquele produto não é Y, e sim X; levou gato por lebre… Gerações inteiras creram na mensagem deste monstruoso híbrido romano, acolheram em seus espíritos a idéia de um nacional cristianismo como sendo algo procedente de Jesus, creram em suas sinceridades que esta era a vontade de Deus, que o nacional cristianismo que lhe foi transmitido é a expressão verdadeira da mensagem de Cristo…


Jesus sabendo que estavam para vir com a intenção de o proclamarem rei, retirou-se novamente, sozinho, para o monte

 (João 6; 15)


Se Jesus negava de todas as formas o governo político sobre os homens porque seus discípulos agem no contrário? Abraçando ferozmente os poderes da Terra querendo o controle das leis? Fazendo isto estão afirmando o evangelho ou negando-o?

À propósito, vale ressaltar que é à partir da criação do cristão romano que o tripé religioso é absorvido no interior daqueles que se dizem seguidores de Jesus. O templo, o culto e o sacerdote retorna com força total! Posto que estes três elementos são a base de toda a cultura pagã romana de culto aos deus solar Invictus. E justamente um fervoroso devoto do deus solar foi o agente transformador que construiu o primeiro templo “cristão” e promulgou o culto à Jesus: Constantino.

O cristão natural, que frequenta os cultos dominicalmente falando nem sabe que existem estes dois biotipos gerais de cristãos. E ele mesmo se encaixa em um destes sem nem ter consciência, e adivinhem em qual deles ele se encaixa!? Claro! No tipo romano.  A sua adesão ao templo, ao culto e ao sacerdote, a sua simpatia com os processos políticos demonstram de qual tipo ele é, ainda que ele mesmo não tenha consciência disto.

(Os cristãos) residem em seus próprios países, mas só como transeuntes; compartilham o que lhes corresponde em todas as coisas como cidadãos, e suportam todas as opressões como os forasteiros. Todo país estrangeiro lhes é pátria, e toda pátria lhes é estranha… Se acham na carne, e, com tudo, não vivem segundo a carne. Sua existência está na terra, mas sua cidadania está no céu. Obedecem as leis estabelecidas, e ultrapassam as leis com suas próprias vidas.

Epístola a Diogneto (125-200 d.C.)

Como o cristão se tornou um “abominável inimigo da humanidade”?

O seguinte texto foi escrito por um crítico do cristianismo (primitivo):
Quem põe em sua mente semelhante desígnio mostra por isso mesmo que é cego. (Vocês, cristãos) apóiem ao Imperador com todas suas forças! compartilhem com ele a defesa do Direito; combatam por ele, se o exigem as circunstâncias; ajudem-no no controle de seus exércitos. Por isso, cessem de fugir dos deveres civis e de recusar o serviço militar; tomem sua parte nas funções públicas, se for preciso, para a salvação das leis e da causa da religião“.
Celso (178 d.C.)

“Vamos à um silogismo Aristotélico clássico:
1 – O instinto militar é a base para a sobrevivência do governo civil.
2 – O evangelho representa a anulação do instinto militar.
3 – Logo…

Que existência material suportaria á este silogismo aplicado com seriedade á prática? Logo, o que se pode fazer para se amenizar o poder revolucionário e explosivo da divulgação do evangelho foi de fato o que foi feito por Constantino; minar esta energia de destruição; retirar dele o niilismo! A igreja primitiva é reconhecidamente como os genuínos niilistas da história, mais corajosos que os russos, pois estes jamais dariam suas vidas pela simples razão operante de uma continuidade existencial sob a forma metafísica. Entretanto, vale ressaltar o motivo e o sentido principal deste niilismo; o tinha eles para que expressassem a repulsa romana e acarretassem em perseguições e matanças; porque para um soldado romano era símbolo de honraria fazer de um cristão uma tocha viva no coliseu?

a) Roma, cultura revestida de espírito guerreiro; o militarismo era mais que uma característica étnica, era uma paixão nacional, algo que se confundia com sua própria natureza. Porém ainda mais que o militarismo, o culto à violência é o que mais se encaixa, tendo-a como objeto sagrado da tradição, vista com a ótica religiosa, empregada tanto para a conquista quanto para a diversão. Negá-la representa ir contra o espírito romano, ser absolutamente desprezível, visto como um verme, como uma doença em meio à saúde, algo que se espalha cada vez mais, pois mais e mais pessoas se convertiam à este credo que extermina o uso da violência e nega o serviço militar, acabando assim com o espírito romano, com o “ser” romano. Com isso, de acordo com a lógica clássica, se empregaria um justo uso da força exterminando-se o quanto possível estes que visível e empiricamente foram uma ameaça à estabilidade de todo o império, porém “assustadoramente” a repressão pela força nada surtiu, pois quanto mais se prendia, se açoitasse e matasse, mais seguidores desse credo apareciam dia após dia. Esperavam os romanos a vinda de alguém que conseguisse pôr fim neste pesadelo, a vinda a de um “messias” da política que conseguisse vencer esta força que estava à corroer todo maravilhoso império conquistador do mundo. Ora, como ficaria a reputação de Roma se depois de tantas batalhas vitoriosas, de tantas conquistas, de tantos territórios anexados o império viesse à falência por causa de um grupo de fanáticos que estavam, mediante suas crenças de não-resistência ao mal, esvaziando o poder do império e pondo em risco gerações de legionários guerreiros e patriotas? Com esta mesma perspectiva, reconheceu Constantino a necessidade que havia de cumprir com sua missão, com seu dogma profissional de manter o governo de pé. E não somente pela questão explícita de negação do uso da violência, é claro, mas por muitas outras, pois esta em seu período já estava quase totalmente sufocada” – (A autópsia da igreja, pag. 61 e 62).

O que venceu o evangelho subversivo da igreja primitiva

O que venceu a igreja primitiva que ainda carregava o niilismo de Cristo não foi somente Constantino, foi Roma! Porém mais do que Roma, foi o mundo! O que conseguiu vencer o evangelho subversivo era maior do que Constantino, maior do que Teodósio, maior do que a imbecilidade de Cipriano e Atanásio, pois era e é maior do que Roma, é a própria existência secular: a escala de valores naturais… O Homem natural.

Defender Deus, Pátria e Família é o mesmo que atestar sua identificação de cristão romano. Estas coisas sempre existiram e nunca foram necessárias que fossem defendidas em forma de ideologia. Os cristãos romanos transformam a família em uma ideologia política e à tentam impor com todas as forças aos que não se dobram à eles.

É necessário que o cristão primitivo se levante novamente, ele; o cristão trágico. Que ele retorne das cinzas para novamente morrer, pois este é o seu sentido original. Sua missão não é vencer neste mundo, e sim tornar-se vivo para perecer e mostrar aos homens algo em sua morte, algo superior; aquilo pelo a humanidade insiste em não querer saber e viver: o amor.

FONTE: www.liberta-te.org

Boicote à cultura policial III – psicopatas por Cristo

Os mesmos que são contra o aborto (por supostamente se tratar de um assassinato) são a favor de pena de morte

O que eu temia há anos atrás se concretizou… Em fim, um desequilibrado mental ousou se apossar do mais perigoso texto do novo testamento e dele fazer um sinistro uso. Pastor Lucinho, parece que de tanto cheirar a bíblia despertou o demônio interior que há dentro de si… Seu cérebro acabou por produzir a falta de discernimento espiritual e o fundamentalismo religioso típicos de um destes psicopatas da religião de mercado atual. A apologia à violência comum nas letras de funk não são páreas para o que fez este endemoniado do vídeo em questão ao contaminar milhares de mentes com seu “ódio cristão”.

Romanos 13 é um daqueles textos que lemos na bíblia e não acreditamos que alguém inspirado pelo evangelho de Cristo tenha aquilo escrito. E isto devido sua enorme contradição com o ensino e vida do salvador que em nada demonstrou apoio às idéias ali impostas como sendo verdades inquestionáveis.
Esta contradição é percebida por alguns quando lêem… Porém ficam confusos, sentem instintivamente que há algo de errado, mas não sabem explicar o quê. Sem conhecimento e estudos suficientes, não conseguem formular um hipótese contrária e acabam abaixando a cabeça para o que os seus líderes estupradores de mentes ensinam.

É chegada a hora de nós, discípulos de Jesus enfrentarmos de uma vez por todas estas contradições existentes inclusive no novo testamento. Tudo o que aqui falo, não é de conhecimento novo para seminaristas, professores de seminários teológicos, estudiosos e pesquisadores afins. Estes são completamente cientes das inúmeras contradições existentes na tradição apostólica com relação à vida e doutrina de Cristo. Este tema, todavia, é sempre abafado e ocultado, pra que não alcance o grande público e assim continuem iludidos e manipulados por idéias como à desse tal pastor Lucinho.
Há alguns pontos que quero aqui, brevemente comentar:



Porque, andando na carne, não militamos segundo a carne. Porque as armas da nossa milícia não são carnais, mas, sim, poderosas em Deus, para destruição das fortalezas

(2 Coríntios 10:3-4)
No trecho acima, Paulo está de acordo com o que Jesus ensinou, aqui ele é apenas um excelente repetidor de Cristo. O termo “carne” corresponde ao mundo material, à matéria, de modo que existimos materialmente, porém não lutamos, ou não deveríamos lutar materialmente, ou seja; fisicamente. Porque as armas da nossa “milícia” não são materiais (fuzil, pistola…) mas sim espirituais (oração, testemunho vivo para o mundo…) e poderosas em Deus. Paulo usa o termo “milícia” não em seu sentido literal, como se constituíssemos um exército das forças armadas, mas no sentido figurativo, pois somos de fato um exército espiritual, de seres humanos que não lutam com as mesmas armas que a polícia ou que o exército ou a marinha, mas mesmo assim vencemos; não pela forças dos canhões, mas em nome do nosso Deus. Alguma dúvida? Para os mal intencionados, esses textos em que Paulo usa como exemplos as palavras “exército”, “guerra” e “armas” sempre serão objeto de idolatria à fim de que acabe transferindo para o mundo real aquilo que somente se encontra em metáfora no texto.

Eu fico me perguntando: como as minhas armas não são materiais (sendo eu um policial e cristão) e eu ando com armas materiais na cintura e às uso quando quero para o “bem da sociedade”? O texto de romanos 13 se contradiz com este escrito pelo mesmo Paulo.

“Ouvistes que foi dito: Olho por olho e dente por dente. Eu, porém, vos digo que não resistais ao mal; mas, se qualquer te bater na face direita, oferece-lhe também a outra”

(Mateus 5:38-39)
Este ensinamento de Jesus não é restrito apenas aos discípulos civis! Isto é universal, é uma regra de conduta universal; não há nenhuma exceção dada no texto à indivíduos que são empregados do Estado. Eis então mais um conflito inevitável que o evangelho nos impõe; temos a capacidade de encarar este conflito?
O espírito do homem natural, responde de forma equitativa às agressões (Olho por olho e dente por dente). Se eu sou agredido, tenho o direito de te agredir também. Se me deres um soco, te devolvo o soco… Este é a lei natural da raça humana. O que Jesus estaria fazendo ao se contrapor à essa cultura da violência natural? Jesus, melhor do que ninguém sabia que o ódio e a violência é um mal em si mesmo, eles geram um círculo vicioso e eterno, deste modo Jesus ensinou um modo de quebrar este círculo: não responder com a mesma energia com você foi agredido; se você recebeu numa quantidade de energia negativa, não devolva com mais energia negativa, mas cancele esta energia negativa devolvendo em forma de energia positiva! Ame os seus inimigos, ou seja; ame aqueles que estão te causando mal: dê energia positiva para aqueles que estão te dando energia negativa.

Contudo, isto é impossível de acontecer em um coração em trevas, que faz de tudo para “se defender” e “defender a sociedade”, como bem explicitou o Lucinho em seu vídeo.

“Então, Jesus lhe disse: Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada, à espada perecerão”

(Mateus 26:52)
Aqui Jesus repreende firmemente Pedro por ele ter agredido o soldado romano e cortado sua orelha com a espada que carregava. Jesus ressalta para Pedro a lei natural do mundo: aquele que mata também morre! Ou seja; nada mais que uma versão do código arcaico: olho por olho e dente por dente. Tendo em vista que Jesus já havia ensinado à Pedro à não resistir ao mal (o que lemos em Mateus 5; 38-39), ele então adverte Pedro no sentido de que não entre nesse “jogo”, que não se enquadre ao modelo do homem natural, pois já havia ensinado algo superior antes.

 “Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias”

(Mateus 15:19)
O homicídio nasce no coração do homem antes de se concretizar no ato. Por este motivo que Jesus nunca falaria contra a espada que Pedro freqüentemente carregava, pois por que se preocupar com um objeto físico se a origem do homicídio não é o objeto, mas o sentimento que está no coração? Entretanto quando Pedro resolvi usá-la, ai sim ele intervém, e não só rechaça a atitude de Pedro como desfaz o estrago que ele fez, cura o soldado romano, cura o seu próprio carrasco, aquele que tinha a obrigação de lhe prender; reforçando uma vez mais aquilo que ele havia ensinado no passado: “Amai os vossos inimigos…”.

“Respondeu Jesus: O meu reino não é deste mundo; se o meu reino fosse deste mundo, pelejariam os meus servos, para que eu não fosse entregue aos judeus; mas agora o meu reino não é daqui”

(João 18:36)
Esse texto é verdadeiramente fenomenal! Jesus explica à Pilatos que de fato ele é rei, porém o seu reinado não é deste mundo! O pronome condicional “SE”, estabelece na frase a relação de possibilidade caso o reino de Jesus fosse desse mundo. Ora, se o reino de Cristo fosse deste mundo, ele seria o seu presidente, e os seus servos seriam seus soldados, ele teria forças armadas constituídas, ele teria um território e uma bandeira… Porém o reino dele não é deste mundo, logo… A possibilidade material de ser um “militar/cristão” é absolutamente execrada por ele. Não há nada mais horrível que esta maligna contradição; os dois termos que se auto excluem: ou se é cristão (um seguidor de Jesus Cristo), ou se é militar.

 “Cuidado para que ninguém vos faça prisioneiros por meio de idéias e vãs sutilezas, de acordo com a tradição dos homens, de acordo com as coisas elementares do mundo e não de acordo com Cristo”

(Colossenses 2;8)


A ideologia básica de existência do Estado é o uso da violência, todos os estudantes de política sabem disso. Porém devemos separar muito bem aqui o que é o Estado e o que é o evangelho de Jesus. Na mente doentia de indivíduos como o pastor Lucinho, as duas coisas são mesmas, não há separação nenhuma pois evangelho de Jesus é algo para este mundo e deve ser ajustado às estruturas de poder deste mundo.

As idéias que tentam justificar o militarismo, o uso da violência e o homicídio são idéias do mundo, que não possuem fundamentação em Cristo, mas na tradição humana, política, ideológica e material de constituição de um governo civil. Essa tradição conquistou o cristianismo no passado quando transformou as idéias básicas de Cristo em política governamental: quando a igreja se transformou em império houve a maior profanação da pessoa de Jesus em todos os tempos. Roma é a grande babilônia, o cristianismo institucional profanou para sempre o nome e a pessoa de Jesus quando uniu a fé em nele com o Estado. (Mateus 6:24) Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Existem dois times, dois posicionamentos e dois senhores: de um lado o Estado, que te diz que você cumprirá o dever coma sua pátria caso mate em nome dele, e que isto não é nada demais, pois está se “fazendo o bem”. E do outro Jesus, que te diz para não ter nenhuma relação com a violência, e que condena os homicidas ao lago de fogo e enxofre.

Mas fica ainda uma questão: quais são as táticas psicológicas utilizadas por Lucinho para enganar os néscios na fé com sua maldade de espírito? Coloco abaixo aquilo que de forma oculta  e no âmbito da retórica os psicopatas da fé incutem na mente alheia:

1 – Dupla personalidade:Aqui no quartel eu sou outra pessoa… Aqui não sou o “Ricardo”, ou o “Felipe”, aqui eu sou o soldado Ricardo, o soldado “Felipe””. Subliminarmente é ensinado que você é e não é cristão ao mesmo tempo. Você deixa sua identidade de seguidor de Jesus de baixo da cama quando vai pro quartel, e só vira cristão de novo quando o expediente termina. OBS: aonde encontramos isso no evangelho? Não existe dupla personalidade, você é o mesmo indivíduo que aceitou à Jesus e decidiu andar com ele aonde você estiver.

2 – Suspensão da ética do evangelho: tudo o que Jesus ensinou sobre o homicídio e o uso da violência fica temporariamente suspenso quando o militar veste a sua farda e levanta o seu fuzil, ali naquele momento a moral cristã de não-violência fica suspensa e o que passa à prevalecer é a ética dada pelo Estado ao soldado (dois senhores: o primeiro senhor prevalece sobre o segundo: o Estado prevalece sobre Jesus). OBS: aonde encontramos isso no evangelho? Quando você aceita à Cristo, e o evangelho dele penetra no seu ser, você é um seguidor dele em todos os lugares por onde você estiver! Lá no seu trabalho você continua sendo um “crente”, sim! Tudo o que você faz lá estará ou em não em desacordo com o evangelho, pois ele está valendo para você, em casa, no quartel, na lanchonete, no clube… Não existe esta suspensão ética temporária para você fazer o que não pode fazer como Cristão!

3 – Os fins justificam os meios: não há moral fixa, não há certo e errado para os defensores da pátria, tudo e absolutamente tudo deve ser feito para se manter a pátria e a “ordem”. Os representantes do Estado estão em um estado chamado de Super-moralidade, eles podem fazer o que bem-quiser que o ato não será considerado crime, ou pecado; com quanto que o fim seja alcançado, como escreveu Nicolau Maquiavel. Jesus nunca refletiu sobre os fins, porém sobre os meios pelos quais os homens alcançam seus fins. O problema não são as finalidades mas os meios pelo qual são alcançadas: (João 14:27) “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”. Como o mundo dá a paz? Através da violência, do derramamento de sangue e da morte. Como as favelas do Rio de janeiro estão sendo pacificadas? Com muita morte. Porém a paz que Jesus veio trazer não vem do mesmo modo como à do mundo, do Estado; pense nisso.

Todas estas idéias são nada mais que tentativas do Estado de legitimar o homicídio e colocar na cabeça vazia dos soldados que eles podem conciliar a profissão militar com o evangelho de Jesus. Essas idéias não estão fundamentadas em Cristo, mas na teoria do Estado!


2 – POR QUE JESUS NUNCA FALOU CONTRA A PROFISSÃO MILITAR?
O problema é que os defensores do militarismo querem uma frase objetiva de Jesus condenando a profissão militar; coisa impossível de ocorrer! Pois Jesus não utilizava em seus discursos a linguagem objetiva, mas sim a linguagem subjetiva. Jesus nunca falou, nem nunca falaria contra profissão nenhuma! Ele pregou contra a violência, o ódio, e tudo o que causa a morte. Se na sua profissão você tem que agredir e matar pessoas, o exercício dela automaticamente se torna prejudicial para aquele que crê e se diz um seguidor de Jesus. Não é que a profissão seja má, mas é o que você faz nela, e se o que você faz nela faz parte da essência dela então ela se torna incompatível com Jesus. Ora, quem não defende isto deveria defender também que prostitutas fossem crentes! Elas certamente diriam: “mas é a minha profissão, é assim que sustento minha família…”. A pergunta que fica é: pode-se tudo em nome da profissão? A sua carteira profissional lhe dá uma concessão especial para realizar certos atos? Ou melhor: a sua carteira profissional lhe dá uma redenção de pecados?

O ato de se fazer sexo por dinheiro com várias pessoas também não poder ser relativizado da mesma forma que relativizam o homicídio, para um policial crente que mata? Os que aceitam o relativismo moral para o militarismo devem também aceitá-lo para prostituas evangélicas!

Nojenta hipocrisia… Eles não querem refletir sobre essas questões. Eles fogem do combate, são literalmente covardes, apesar de se acharem os super-poderosos e fortões!

Há um equívoco, todavia, para aqueles que acham que Jesus era pacifista ao se posicionar contra o uso da violência e do homicídio… Jesus não era pacifista. Seu projeto de ensino era a criação de um novo Homem, iniciando com ele uma enorme revolução existencial. Ele nunca diferenciou o indivíduo membro do Estado como alguém especial, que supostamente possui uma concessão para o uso da violência, pelo contrário, em relação isso foi dito: (Marcos 8:34) “E disse-lhes: Se alguém quiser vir após mim, negue-se a si mesmo, e tome a sua cruz, e siga-me”.  Aonde você quer ficar? No antigo homem, ou no novo criado por Jesus? A escolha é sua.


Repouse em paz com esta reflexão e não se esquive dos paradoxos, conflitos e contradições; antes, enfrente-os.


FONTE: www.liberta-te.org

Matar pobres reduz a violência

Assim diz aquele governador que tem apoio dos pastores assassinos

Recordar é viver


As altas taxas de natalidade em comunidades como a Rocinha são verdadeiras fábricas de marginais…”


Notícia: gospel prime – 9/08/2013

Sérgio Cabral busca apoio de lideranças evangélicas

Governador do Rio se encontrou com o deputado estadual Samuel Malafaia, irmão do pastor Silas Malafaia.
(Leia a notícia completa aqui)


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 FONTE: www.liberta-te.org