domingo, 2 de novembro de 2014

Ódio moral: a fogueira da inquisição pós-moderna

Por Luiz F. Galeno


O novo globalismo tem o seu sustentáculo moral: a moral socialista de bem estar, às vazes chamado de “politicamente correto”. Nela estão inclusas todas as lutas de caráter moral existentes na esquerda política. Pensemos em tudo quanto reside na boca de um típico esquerdista militante atual e vejamos que tudo se enquadra no quadrante cultural em que esta moral se localiza. Mas temos ainda de qualificar o que seja esta espécie de nova globalização que se levanta rapidamente em uma revolução silenciosa; é a globalização do comunismo cultural bem como a implantação da sua antropologia. Essa nova globalização vem na intenção de substituir a antiga, de orientação capitalista, anglo-européia e ocidental. Esta nova globalização põe as esquerdas no poder cultural e universaliza a moral seguida por países proeminentes dessa ideologia, entre os principais em atuação estão Rússia e China. Mas o que tem o Brasil à ver com Rússia e China? Ora, sabe de nada inocente! Ambos se encontram em uma sociedade secreta-aberta chamada BRICs. Explicações maiores sobre a inserção do Brasil no BRICs não me cabe agora fazer, mas apenas adiantar que a maioria das leis que o Brasil tem aprovado são meras importações, primeiramente da Rússia em caso de repressão de comportamentos (politicamente corretos) depois da China, em caso de restrições de liberdade e de manifestação. O Brasil está se adaptando ao modelo Russo/Chinês na intenção de reproduzir aqui uma sociedade semelhante desses dois países.

Um grave problema que gira em torno de toda discussão pública no Brasil hoje é que quem discute o problema, sempre o discute de forma conceitual e isolada de contextos; ou seja, sempre no âmbito moral, se é certo ou errado… Esta é uma discussão de foro íntimo e particular, do que Eu acho certo e errado, mas é superficial na media que não explica as relações posteriores de contexto em que o objeto discutido está inserido. Não adianta nada pensar à respeito de dado conhecimento sem perceber que ele faz parte de um “pacote” cultural em que a nação inteira está inserida.

Toda a agenda esquerdista é o objeto à ser globalizado. A luta contra o racismo está incluso nessa agenda. Devo de antemão esclarecer que o problema central não é o racismo em si, mas a luta, a militância; que sempre tem um aspecto de fascismo, ou como diz o filósofo brasileiro Luiz Felipe Pondé, um fascismo do bem, ou como diria eu: um Terrorismo em nome do bem ou em nome de Deus, e quase nunca de tentativa de transformação da consciência para o fim do pensamento racista. Afirmo aqui que o grande causador de racismo e proliferador de ódio é a própria militância contra ele. Nisso Jesus, o nosso mestre, estava certíssimo quando à dois mil anos atrás ensinou que não se vence o mal com mais mal, e sim com o bem. Está é a doutrina suprema de compreensão das energias pulsantes no ser humano, em que em todos os tempos os homens não querem entender e não desejam dar ouvidos. O ódio contra a pessoa que emite uma opinião de cunho racista é eminentemente aquilo que mais alimenta ódio nela, pois ela enxerga no militante anti-racismo um agressor intolerante que quer ir além do que xingar; quer prendê-lo, torturá-lo, triturá-lo ou até matá-lo e depois fazer-se de vítima. Esse comportamento é o que cria e preserva o discurso racista, a reação moral é tão demoníaca quanto a ação, porém ela é disfarçada de bem, é disfarçada de algo bom; é de fato um terrorismo do bem.

Quem olha isso de fora realmente fica mais revoltado. Quem não gosta de negros e se vê, pela violência da lei, coagido à não poder mais emitir suas opiniões, sente-se ainda mais revoltado por entender que este tipo de pensamento “está no poder” e é o que domina (O militante anti-racismo é interpretado como opressor e um fascista disfarçado e que se auto-vitimiza). Desse ponto de vista punição é agressão. A pessoa punida sente-se violada em sua consciência e não deixará de pensar da forma como pensa, ainda que de agora em diante tenha mais cuidado em não falar em público.
Estou explicando todo o processo cognitivo para evidenciar definitivamente que o modo como o mundo trata essa questão é realmente algo fadado ao fracasso e à construção de um pesadelo sempre pior, pois como disse anteriormente, a reação da lei e do Estado é sempre mais violência; é violência para combater violência, é ódio para combater ódio, e isto sempre termina em inferno e no diabo sob o controle dos homens. O mundo não dá ouvidos ao modelo de Jesus tratar com os conflitos porque o mundo é naturalmente anti-cristo, reside sob a fórmula do Olho por olho e dentre por dente.
A maior fonte de prazer nesses movimentos de esquerda cultural é a punição. Eles desenvolveram um organismo biológico em que presenciar a punição de um infrator da lei cultural comunista causa extremo prazer, podendo ser confundido por vezes até com prazer sexual. O que não nos espanta! Que esquerdistas tenham prazer sexual em presenciar seus opositores sendo punidos rigorosamente por desvirtuarem a nova lei cultural que se globaliza.

Instala-se a caça às bruxas, a nova inquisição, que na atualização possui fortíssima conotação moral. O combustível para acender a fogueira chama-se ódio moral. É impulsionados pelo ódio moral que pessoas foram agredir verbalmente a torcedora Patrícia Moreira, apedrejar a casa dela em Porto Alegre, e se possível espancá-la em uma ocasião oportuna. É pelo ódio moral que ela foi demitida do trabalho pela palavra “macaco” ter saído de sua boa e ocasionalmente gravada em vídeo por uma câmera. Ao saber dos fatos que lhe ocorreram fiquei espantado porque me pareceu, em uma primeira visão, que se tratava de uma assassina, pareceu que ela cometeu um homicídio, mas não… Ela só falou a palavra “macaco” à alguém. Uma pessoa chamando a outra de macaco tem mais impacto na alma dos homens envenenados do que uma pessoa matando outra.

Me compadeço imensamente mais à Patrícia Moreira do que ao goleiro Aranha, que parecendo uma criança mimada, comportou-se como um fraco que se auto-vitimiza e vai de encontro ao paternalismo da autoridade pedir punição por ofensa. Tenho profundo desprezo por pessoas assim, que querem punir quem lhes ofende, são anti-cristãs, são o império da fraqueza de espírito; principalmente se estas pessoas já forem adultas, pois se fossem crianças seria absolutamente compreensível.

A atitude inversa foi à de Daniel Alves, um forte! Que desprezou a ofensa e ainda comeu a banana que lhe atiraram no campo. E não bastando, em uma entrevista pediu que os ofensores não fossem punidos e os perdoou. Aranha tem muito o que crescer e aprender…
Me compadeço totalmente à Patrícia Moreira ao invés de aos grupos de psicopatas esquerdistas que se alistam à partir de agora na sua inquisição pública, pois o que Patrícia fez foi tão somente uma imbecilidade, mas o que esses grupos fazem é terrorismo psicológico travestido de defesa do bem, defesa da virtude, da liberdade, etc. Uma imbecilidade é facilmente revertida, pode ser consertada com muito mais facilidade do que o estrago que esses demônios fazem ao transgressor da lei cultural imposta.

Gostaria que esse texto fosse lido por Patrícia, para que ela possa, depois de toda a tempestade que agora sofre, não se dobrar ao império da fraqueza e querer punir os que lhe apedrejam. Que ela possa ser uma forte e amar os que lhe odeiam, isto é o que desejo-a.

Devo falar bem alto para que todos saibam, ódio moral é: demônio sob o controle do coração humano. Entendam como queiram, esta é a verdade de que estou de posse até o momento, e tudo o que ocorre contra o transgressor é obra de diabos travestidos de anjos da justiça e da verdade.
A doença mental é tamanha, que aos poucos vamos vendo, por exemplo, a imagem do animal macaco sendo mais e mais negativada, e quem sabe um dia até criminalizada. Dizer que alguém é um “macaco de imitação” começará à ser interpretado como atitude racista e passível de punição. Isso se dá porque a razão deslocou-se de quaisquer parâmetros de orientação consistentes e descambou-se à trilhar descontroladamente por entre os caminhos mentais, sendo guiada unicamente pelo sentimento de ódio. É ele que conduz a razão à partir de agora à qualquer caminho que ela vá percorrer. A razão é guiada pelo ódio. Assim ela pede a aniquilação do infrator, pede que ele seja queimado em público para a satisfação dos que por ódio moral estão possuídos.

“Há subterraneamente um ódio moral de espíritos anti-cristo, que operam sob a lógica do morticínio e da mais alta submissão à moral que é a humilhação completa e a total degradação do homem frente à moralidade que lhe acusa. Essa “alta submissão à moral”, esse alto nível de opressão que cito é expresso, por exemplo, no antigo testamento pelo apedrejamento. Desse modo, a moralidade atuante, encharcada de ódio, pede a destruição do infrator; deseja a aniquilação dele; cria à partir disso um êxtase de tipo sexual ao presenciar o sofrimento do infrator. E todos festejam e se alegram dançando em volta do cadáver em um culto psicológico ao deus da morte. Querem fomentar isto em nós. Querem transformar-nos em devotos de satã, um satã muito mais real e vivo. Não sabemos qualificar o que ocorreu com o infrator? De que ele é assemelhado à um sacrifício aos deuses; por ter desobedecido à moral, ele é imolado e sacrificado nas chamas do ódio, na lenha do ressentimento e com as cantigas satânicas da cólera popular. Isto à qualquer nível de infração, das maiores às mais ridículas, das quais nem mesmo infração deveríamos dar como nome. E assim grita e se agita a torcida organizada… E ao olhar a multidão, não vejo neonazistas com camisetas e suas suásticas. Nem mesmo marxistas leninistas louvando ao velho Marx.. Não! Vejo cristãos! Vejo homens e mulheres com o nome de Cristo nos lábios e com a obra de um diabo no coração. Vejo feiticeiros”

(Zeitgeist I – Apologia do amor erótico. Luiz F. Galeno, 2014; pag. 58)


Eu, Luiz F. Galeno, não tenho nenhum compromisso com esses esquemas de pensamento esquerdistas ou com essa agenda mentalmente perturbada dos esquerdistas em que se insere a militância em defesa de negros, gays, “minorias”, etc. Sou discípulo de Jesus Cristo e não de Marx, minha lei comportamental é o evangelho, e não a moda do mundo. Entendo que hoje, mais do que nunca, os engajamentos e militâncias são doenças corrosivas do espírito e servem unicamente para a escravidão da consciência, para a alimentação de uma alma ressentida, rancorosa, encharcada de ódio e especialmente de ódio moral, e que por isso, é inequivocamente anti-cristo. A leis e as punições nunca vão conseguir acabar com o racismo, porque punição é terror e violência; e violência gera violência:

amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem…” quem disse isso? Era um maluco? Quem mais poderia ensinar algo desse tipo à não ser um doido varrido sem escrúpulos?
Podem considerar a loucura que for, mas a única forma de acabar com imbecilidades como essa não é ódio, é amor. Por isso a lei e os governos não conseguem e se tornam instrumentos de mais ódio no mundo. Eu não sou deste mundo, não quero ser…

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